Folha de dezembro

Justiça manda Governo de Goiás pagar salário atrasado com juros e correção monetária

Classistas de servidores e governo não entram em acordo, travam queda de braço na Justiça e greve não é descartada na próxima segunda-feira (21)


Jairo Menezes
Do Mais Goiás | Em: 19/01/2019 às 18:01:58

Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Foto: divulgação/TJGO)
Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (Foto: divulgação/TJGO)

Nova decisão liminar determina que o governo de Goiás pague os salários de dezembro dos servidores públicos estaduais com juros e correção monetária. A decisão é da desembargadora Nelma Branco Ferreira Perillo e foi expedida nesta sexta-feira (18). Esta é a segunda decisão da Justiça com o mesmo teor em quatro dias.

As ações foram impetradas pelo Sindicato dos Servidores do Sistema de Execução Penal do Estado de Goiás e pela União Goiana dos Policiais Civis (Ugopoci). Na primeira decisão, o desembargador Itamar de Lima também manda que o Estado pague o salário atrasado dos servidores.

As duas decisões, no entanto, foram atendidas parcialmente. No pedido inicial, era feita a solicitação para que as contas do Estado fossem bloqueadas, para que os valores fossem repassados à classe.

O desembargador Delintro Belo de Almeida Filho também decidiu da mesma forma em ação proposta pela Associação dos Servidores do Sistema Socioeducativo do Estado de Goiás (Assed).

Sem acordo
Nesta sexta-feira (18), o governo se reuniu com representantes classistas do Estado pela segunda vez desde o dia anterior, quando a reunião foi interrompida. O governador Ronaldo Caiado (Dem) manteve a proposta do parcelamento de salários, mas as categorias não admitiram, e quiseram que os valores fossem repassados até o dia 10 de fevereiro: mais uma vez não teve acordo entre classistas e governo.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Estado de Goiás (Sindipúblico), Nylo Sérgio, no entanto, não descarta a possibilidade de que, com esta falta de acordo, os servidores entrem em greve na próxima segunda-feira (21).

“Nós propusemos que os salários fossem pagos até dia 10 de fevereiro, porque o parcelamento não é interessante para nenhuma classe. Não deveremos descartar nenhuma greve, porque apenas os servidores serão responsáveis pelas decisões em assembleia, que deve acontecer na próxima segunda-feira, em frente ao Palácio Pedro Ludovico”, disse.