Do Mais Goiás

Justiça cancela eleição no MDB goiano a pedido do deputado Paulo Cézar Martins

Deputado contesta indeferimento da candidatura e pediu tento hábil

Daniel não confirma e nem nega se será aliado de Caiado, reclama Paulo Cezar
Daniel Vilela e Paulo Cezar (Foto: Reprodução)

O desembargador Itamar de Lima suspendeu, em decisão desta sexta-feira (18), a eleição para a executiva do MDB que aconteceria de forma híbrida, com votação presencial e remota, das 13h às 17h. A chapa do presidente Daniel Vilela (MDB) concorria sozinha, depois que a candidatura do deputado estadual Paulo Cézar Martins (MDB) foi indeferida. Foi o parlamentar que contestou o pleito na Justiça.

Paulo Cézar Martins contestou o indeferimento da chapa e protocolou um agravo de instrumento na Justiça para suspender a eleição e contar com prazo para concorrer no pleito. O desembargador considerou que o requerimento de chapa apresentado “cumpriu os requisitos exigidos pelo artigo 82 do Estatuto do MDB”.

A candidatura de Paulo Cézar Martins foi indeferida pela Executiva Estadual, na semana passada, sob a justificativa de que ele não cumpriu a regra do estatuto que diz ser obrigatório 5% de convencionais na chapa. No caso, ele não teria apresentado as oito assinaturas necessárias, mas quatro.

“A minha candidatura foi indeferida de forma arbitrária. Tenho mais de 300 assinaturas de correligionários. Eu não entendo o que está por trás desta atitude do presidente”, afirma Paulo César Martins.

O parlamentar avalia que a atitude faz parte de um movimento de aproximação do governo estadual encabeçado por Daniel Vilela. “A maioria do partido quer candidatura própria. Temos nomes e força para isso”, garante.

Candidatura própria

O ex-prefeito Iris Rezende (MDB) manifestou seu voto em Daniel. O decano é um dos partidários da formação de coalização com o governador Ronaldo Caiado (DEM) para a eleição de 2022.

O prefeito de Aparecida, Gustavo Mendanha (MDB), no entanto, defende a participação do MDB com candidato próprio a governador no ano que vem.

Daniel Vilela desconversa e diz que é cedo para falar em candidatura própria ao governo ou aliança, em 2022.