INVESTIGAÇÃO

Justiça afasta Witzel do governo do RJ; Pastor Everaldo é preso

Outros cinco mandados de prisão foram expedidos pelo STJ e cumpridos pela Polícia Federal nesta sexta-feira (28)


Samuel straioto
Do Mais Goiás | Em: 28/08/2020 às 07:37:51

Witzel foi afastado do cargo e Pastor Everaldo foi preso. Foto: Divulgação PSC.
Witzel foi afastado do cargo e Pastor Everaldo foi preso. Foto: Divulgação PSC.

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) determinou, nesta sexta-feira (28), o afastamento imediato do governador do Rio de Janeiro (RJ), Wilson Witzel (PSC). O vice-governador do Estado, Claudio Costa (PSC) assume o cargo. Witzel é suspeito de praticar fraude em compras na área da saúde durante a pandemia do coronavírus.

Também foram expedidos mandados de prisão contra o presidente do PSC, Pastor Everaldo, contra o ex-secretário de Desenvolvimento Econômico Lucas Tristão. Gothardo Lopes Netto, médico e ex-prefeito de Volta Redonda (RJ); Mário Peixoto, empresário; Alessandro Duarte, empresário; Cassiano Luz, empresário; também são alvos da operação.

Peixoto, Duarte e Luz já foram presos no mês de maio, durante a operação Favorito. As empresas de Peixoto, das quais Duarte e Luz são sócios, têm contratos com o governo estadual desde a gestão de Sérgio Cabral.

Pastor Everaldo já tinha depoimento agendado para semana que vem, a ser cedido à Comissão Especial que apura irregularidades ocorridas durante a pandemia na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O presidente do PSC foi candidato ao cargo de presidente da República, nas eleições de outubro de 2014. Porém, acabou ficando em 5º lugar, com 0,75% dos votos. Em 2016, o  Pastor Everaldo, batizou o presidente da República Jair Bolsonaro nas águas do Rio Jordão, em Israel. Em nota enviada à rede de TV CNN, ele afirmou que sempre esteve à disposição de todas as autoridades e que mantém sua confiança na Justiça.

O governador do Rio de Janeiro e a mulher dele, Helena Witzel, estão no centro das investigações de corrupção no combate à covid-19. Supostas irregularidades podem ter resultado em contratos de mais de R$ 2 bilhões com empresas e organizações sociais, principalmente, ligadas ao mencionado empresário Mário Peixoto.