Rixas entre torcidas

Justiça absolve torcedores do Goiás por tentativa de homicídio contra vilanovense

Um dos acusados foi condenado por lesão corporal grave. Maxsuel da Silva foi atingido no tórax em janeiro de 2017


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 14/03/2019 às 08:06:27


Julgamento durou três horas e meia (Foto: Lis Lopes/G1)
Julgamento durou três horas e meia (Foto: Lis Lopes/G1)

Wanderson Guimarães da Silva, de 25 anos, foi absolvido da denúncia de tentativa de homicídio contra o torcedor do Vila Nova, Maxsuel da Silva, de 22 anos. Já Felipe Batista Costa, de 20 anos, foi condenado por lesão corporal grave a 2 anos e seis meses de prisão em regime aberto. Ambos são torcedores do Goiás Esporte Clube.

O julgamento foi presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 3ª Vara dos Crimes Dolosos Contra a Vida. De início, o Ministério Público (MP) pediu a desqualificação do crime de homicídio para lesão corporal. O mesmo foi seguido pela defesa.

O advogado dos suspeitos, Leonardo Soares de Assunção, sustentou que não houve tentativa de homicídio, pois o suspeito teria desistido de matar a vítima e ido embora do local, após o primeiro disparo. O promotor de Justiça, Cassius Barcelos Rodrigues, contou que mudou o entendimento para lesão corporal no momento da instrução pois a própria lei prevê que, quando um autor da tentativa de homicídio desiste, ele passa a responder pelos atos que praticou.

Na sentença consta que o júri popular optou por acatar a modificação e absolver Wanderson. O juiz decidiu aplicar pena individual de três anos de reclusão em regime aberto, mas com redução de seis meses pelo fato de Felipe ter menos de 21 anos na época do caso. A justificativa do magistrado foi pelo fato do autor ter envolvimento com torcida organizada. O MP irá avaliar se vai entrar ou não com recurso.

Caso

Consta nos autos que o crime foi comedido no dia 18 de janeiro de 2017, por volta das 9 horas da manhã, na Avenida Manchester, no Jardim Novo Mundo. Segundo a denúncia, ambos participavam de torcidas organizadas e que Felipe teria ameaçado a vítima em dezembro de 2016.

Ainda conforme o MP, no dia do crime, a vítima foi abordada pela dupla e teria sido agredida com golpes de capacete. Em determinado momento, Maxsuel foi atingido por um disparo de arma de fogo no tórax. Ele foi socorrido e foi encaminhado para o Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) e sobreviveu.