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Juiz recebe denúncia contra mulher que matou bebê e escondeu o corpo em escaninho

A ré está presa preventivamente desde 11 de agosto, um dia após a polícia encontrar o cadáver, mediante delação do ex-marido da denunciada

O juiz Jesseir Coelho de Alcântara, da 1ª Vara Criminal de Goiânia, recebeu a denúncia do Ministério Público do Estado de Goiás (MPGO) contra Márcia Zaccarelli Bersaneti por homicídio e ocultação de cadáver. Ela é acusada de matar a filha recém-nascida, em 17 de março de 2011, e de ter escondido o corpo do bebê dentro do escaninho do prédio onde morava, por mais de cinco anos. A ré está presa preventivamente desde 11 de agosto, um dia após a polícia encontrar o cadáver, mediante delação do ex-marido da denunciada.

Segundo o inquérito, Márcia matou a menina recém-nascida, numa praça, nas proximidades do Supermercado Moreira, no Setor Coimbra, em Goiânia, no dia 17 de março de 2011. A investigação concluiu que a mãe matou a criança mediante asfixia, tampando-lhe o nariz e, em seguida, colocou o corpo dentro de uma bolsa e o levou para o apartamento onde morava, no Setor Bueno.

Em casa, Márcia envolveu o corpo com pano e plástico, depois o colocou em uma caixa de papelão e o escondeu no escaninho de seu apartamento, ocultando-o até a data em que foi descoberto, no dia 9 de agosto deste ano.

De acordo com o promotor, a denunciada casou em 2007 e se separou do marido em 2015. Neste período ela teve uma relação extraconjugal e acabou engravidando. Por estar casada, ela resolveu esconder a gestação dele e de todas as pessoas de seu convívio. No dia 15 de março de 2011, ela começou a sentir contrações e ligou para um amigo revelando a situação, inclusive, que ninguém sabia da gravidez. A ele, Márcia disse que não queira ser atendida pelo plano de saúde e que não tinha dinheiro para pagar o parto. Sensibilizado, o amigo a levou de carro ao Hospital São Domingos, no Setor Bueno, e emprestou-lhe R$ 3 mil para pagamento das despesas. Às 14h31 daquele mesmo dia ela, deu à luz uma menina.

Como ela não havia providenciado enxoval, o amigo foi à uma loja próxima e comprou algumas peças de roupa e, depois de ter a notícia do nascimento da criança e que ambas estavam bem, foi embora e não teve mais contato com Márcia. No dia 17, depois de ser liberada no hospital, a denunciada tomou um táxi e foi com a filha para uma praça nas proximidades do Supermercado Moreira, no Setor Coimbra.

Em depoimento, ela disse ter andado um pouco pela praça e resolvido tapar o nariz da filha, asfixiando-a até a morte. Depois colocou o corpo dentro de uma bolsa e o levou para casa. O corpo foi envolto em pano e plástico e escondido no escaninho até ser descoberto pelo ex-marido.

A ré responde pelos crimes de homicídio qualificado por motivo fútil, torpe, impossibilidade de defesa da vítima, cometido contra menor de 14 anos, contra descendente e ocultação de cadáver. No dia 22 do mês passado, o magistrado decretou a prisão preventiva de Márcia por homicídio, uma vez que ela já estava presa apenas por ocultação de cadáver.