Homicídio

Jovem é perseguida, invade UEG e é morta a tiros, em Caldas Novas

Segundo a Polícia Civil, a jovem não era aluna da universidade, mas adentrou o espaço numa tentativa de salvar a própria vida


Thaynara Cunha
Do Mais Goiás | Em: 04/02/2019 às 15:49:38

(Foto: Reprodução)
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Uma jovem foi morta a tiros, na manhã desta segunda-feira (4), dentro da Universidade Estadual de Goiás (UEG), em Caldas Novas. Segundo a Polícia Civil  (PC), a vítima teria invadido o espaço da instituição após ser perseguida pelo atirador.

Conforme a PC, o crime ocorreu por volta de 6h20. A vítima, Ana Carolina Emidio, de 20 anos, teria pedido para um amigo a levar até as proximidades da UEG para se encontrar com uma pessoa. Pouco antes de chegar no local, a moça desceu da moto e pediu para o rapaz ir ao encontro do suspeito. Quando o suspeito percebeu que o amigo de Ana não estava com ela na garupa, começou a ameaçá-lo dizendo que atiraria contra ele.

Enquanto o amigo da vítima tentava acalmá-lo, o suspeito avistou Ana sentada mais adiante e decidiu ir até ela. Quando a moça percebeu que o suspeito estava a caminho, começou a correr sentido a universidade. Ele começou a atirar na direção da jovem, que encontrou uma abertura no alambrado da instituição e entrou por ali. Ana Carolina conseguiu correr cerca de 40 metros antes de ser atingida pelos disparos do autor que, em seguida, fugiu em direção ao Bairro Lago da Brisas.

A moça foi atendida pelo Corpo de Bombeiros e levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Caldas Novas, mas não resistiu e morreu. Ana foi atingida por dois disparos de arma de fogo.

Investigações

Conforme o delegado responsável pelas investigações, Tibério Martins Cardoso, Ana Carolina tinha passagens pela polícia por tráfico e seria usuária de drogas. A polícia ainda não sabe a motivação do crime, mas um inquérito foi instaurado para localizar o suspeito. O amigo de Ana não conhecia o autor dos disparos.

“A investigação já está em andamento. Vamos ouvir testemunhas. Nós temos duas testemunhas oculares que nos auxiliarão a entender a dinâmica do homicídio”, explica.

O Mais Goiás, tentou contatar a UEG, mas até a publicação da matéria nossas ligações não foram atendidas.

(Foto: Reprodução)

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*Thaynara Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo