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Jardins de chuva são implantados para melhorar escoamento da água em Goiânia

Medida faz parte de uma série de ações que visam tornar a cidade mais permeável e evitar situações de alagamento e enchente

Seis rotatórias de Goiânia, quatro no setor Leste Universitário e duas no setor Vila Santa Helena, foram substituídas por jardins de chuva, estruturas parecidas com pequenas praças, que apresentam subsolo adequado para receber maior volume de águas pluviais. Parte de jardinagem e paisagismo dos locais é de responsabilidade da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg). Medida faz parte de uma série de ações que visam tornar a cidade mais permeável e evitar situações de alagamento e enchente.

Outras duas já estão em andamento no setor Pedro Ludovico e Jardim Guanabara. A expectativa é que o jardim também seja implantado nas proximidades do Parque Mutirama.  A intenção é fazer a retirada da água proveniente da chuva e jogá-la no córrego Botafogo. “Nossa intenção é implantar os jardins de chuva onde há maior incidência de alagamento. Além de contribuir para a minimização de enchentes, aumenta o verde, tornando Goiânia mais bonita e agradável”, disse o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Seinfra), Dolzonan da Cunha Mattos.

Os projetos são realizados conforme a necessidade de cada região. Inicialmente, é feita a retirada da pavimentação asfáltica, que é substituída por poços de retenção e acumulação como cisternas e valas, de aproximadamente até 1,5 metro, responsáveis por receber as águas pluviais. Depois disso, o local é revestido de pedras e terra vegetal. Após a conclusão desta etapa, a Comurg realiza a parte de jardinagem e paisagismo com espécies apropriadas para suportarem possíveis erosões e o período de estiagem. O trabalho é conjunto, entre a Seinfra e a Comurg.

“Temos de pensar em ações micro e macro para a drenagem da cidade. Depois que os jardins foram implantados, já conseguimos observar uma diminuição de inundação. Ainda há alagamento, mas não como aqueles casos de carros arrastados, por exemplo”, explica Dolnozan.

Além deste projeto, a Seinfra tem desenvolvido outras ações para tornar a capital mais permeável, como a limpeza de 57 bocas de lobo em pontos críticos, apontados pela Defesa Civil de Goiânia. “É um processo contínuo e gradual. Não serão só as rotatórias, mas sim os canteiros, passeios públicos, bocas de lobo. A nossa proposta é diminuir consideravelmente os alagamentos da cidade”, finalizou.