Samuel straioto
Do Mais Goiás

Iris Rezende prestará contas na Câmara nesta segunda

Vereadores aproveitam oportunidade para despachar e fazer questionamentos ao prefeito. Presidente da Comissão Mista pede que colegas se concentrem nos números

Iris prestará contas nesta segunda

O prefeito de Goiânia, Iris Rezende (MDB), vai à Câmara Municipal nesta segunda-feira (17), para prestar contas da administração municipal relativas ao último quadrimestre de 2019. Na ocasião serão apresentados os dados do fechamento financeiro da prefeitura do ano passado, mas a tendência é que a maior parte dos vereadores não deem importância aos números e aproveitem a ocasião para despachar com Iris.

A prestação de contas está prevista na Lei Orgânica do Município de Goiânia e no regimento interno da Câmara Municipal. Os números são analisados por vereadores da Comissão Mista. Mas geralmente, ao longo dos anos, sempre abriu oportunidade para os demais parlamentares fazerem questionamentos.

“Como sempre, pedimos que o secretário de Finanças foque nas questões orçamentárias. Ele terá oportunidade para falar, para apresentar os balanços financeiros. Pedimos que os colegas que se atenham mais as questões técnicas, para que a reunião seja mais produtiva”, destacou o presidente da Comissão Mista, vereador Lucas Kitão (PSL).

Questionamentos ao prefeito

No entanto, grande parte dos vereadores não se atém a prestação de contas, não questionam o prefeito ou o secretário de Finanças, sobre os números, a aplicação dos recursos da gestão, entre outros pontos pertinentes. A ocasião geralmente é aproveitada para solicitar atendimento de demandas junto ao prefeito e os secretários que também marcam presença em peso no legislativo municipal.

“Essa é uma casa política, é difícil nós exigirmos que apenas os temas técnicos sejam falados. Quanto mais os vereadores despacham com o prefeito, mais claro fica que eles não têm outros momentos. Se o prefeito atender os vereadores, na prestação poderão focar outros temas. Devem falar sobre questão eleitoral, mas devemos pensar sobre a saúde financeira”, argumentou Kitão.