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Irã inaugura centrífugas para enriquecer urânio

Durante cerimônia, presidente iraniano reforça compromisso com tratado de não proliferação

Presidente do Irã, Hassan Rouhani (Foto: Instagram)
Presidente do Irã, Hassan Rouhani (Foto: Instagram)

O presidente do Irã, Hassan Rouhani, reiterou neste sábado (10) o compromisso do país com a não proliferação nuclear, enquanto supervisionava a inauguração de centrífugas avançadas na usina nuclear subterrânea de Natanz no Dia Nacional da Tecnologia Nuclear.

O Irã violou diversas restrições impostas pelo acordo de 2015 sobre suas atividades atômicas, em resposta à saída dos EUA do pacto, decidida em 2018 pelo ex-presidente Donald Trump.

Nesta semana, Teerã e Washington iniciaram negociações indiretas mediadas pelos europeus em Viena, na Áustria, para tentar reviver o acordo em sua totalidade.

Estavam presentes representan tes do Reino Unido, China, França, Alemanha e Rússia (os outros membros atuais do acordo) e o coordenador-chefe da União Europeia.

Sem negociações cara a cara —o Irã se recusou a se encontrar diretamente com os EUA—, os europeus trabalham numa espécie de diplomacia intermediária, deslocando-se entre as delegações dos dois países.

A cerimônia deste sábado ressaltou 133 avanços na indústria nuclear do Irã no ano passado, principalmente nas áreas de medicina, energia, agricultura e energia.

“Mais uma vez, enfatizo que todas as nossas atividades nucleares são pacíficas e para fins não militares”, disse Rouhani em discurso transmitido pela televisão estatal.

“Continuamos comprometidos com tratado de não proliferação e com o mundo, não se desviar militarmente de nosso programa nuclear”, afirmou.

As discussões em Viena visam restaurar os pontos centrais do acordo —restrições às atividades nucleares do Irã em troca da suspensão das sanções impostas pelos EUA.

Oficialmente, tanto o Irã quanto os EUA insistem que querem voltar ao acordo, mas discordam sobre quem deve dar o primeiro passo. Por isso, as negociações atuais também têm como objetivo criar um roteiro para um retorno sincronizado ao cumprimento do pacto.

Mesmo que haja acordo, a verificação ainda pode demorar algum tempo devido às complicações técnicas e à falta de confiança de ambas as partes.