Violência

Integrante de facção criminosa morre em confronto com Rotam, em Goiânia

De acordo com a corporação, Warley Borges dos Santos estaria com um veículo utilizado em várias tentativas de assassinatos na cidade


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 23/05/2019 às 18:21:06

Produtos apreendidos após o confronto (Foto: Divulgação/PM)
Produtos apreendidos após o confronto (Foto: Divulgação/PM)

Warley Borges dos Santos Silva, mais conhecido como Playboy, morreu após confronto com militares de Rondas Ostensivas Táticas Metropolitanas (Rotam) no Residencial Buena Vista IV, na tarde desta quinta-feira (23). De acordo com a Polícia Militar (PM), Warley é integrante de uma facção criminosa.

Segundo a corporação, os militares receberam denúncia de que um VW Golf, que estaria sendo utilizado em diversas tentativas de homicídios, estava parado em uma casa no setor. Ao chegar no local, houve a troca de tiros entre o suspeito e os policiais, e Warley foi alvejado.

Foi solicitado o resgate, porém, ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local. Durante revista no veículo, foram encontrados fortes indícios de adulteração. No local, os policiais também apreenderam um revolver calibre 38, quatro tabletes de maconha, e porções de cocaína e pasta base. Além disso, foram apreendidos um prensa hidráulica. A PM destaca que Warley teria um extensa ficha criminal.

Advogado criminalista vítima de ‘Playboy’

A corporação também apontou que Warley teria mandado matar o advogado criminalista Emerson Thadeu Vita Ferreira por duas vezes. Um dos atentados ocorreu há um ano e meio, quando Emerson saía do escritório em que trabalha, no Setor Oeste. Na outra vez, nesta quarta-feira (22), a PM realizou abordagem em dois homens que confessaram que iriam matar o advogado.

Emerson, por sua vez, foi apontado pela Polícia Civil como integrante do Comando Vermelho e chegou a ser preso temporariamente no último dia 4 de abril, mas teve o pedido de prisão revogada cinco dias depois. Durante as investigações, Emerson foi suspeito de sumir com autos em trâmite do poder judiciário. Um desses autos estava, inclusive, no gabinete de uma desembargadora. Além disso, ele teria participado da morte de líderes de uma facção criminosa rival. O advogado também é suspeito de lavagem de dinheiro.