Economia

Inflação de novembro fica em 1,19% na capital

Em novembro do ano passado a inflação de Goiânia ficou em 0,56%.





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Alimentação, transporte e habitação pesaram na inflação de novembro, apurada pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos da Secretaria de Gestão e Planejamento (IMB/Segplan), que ficou em 1,19%, superando o índice de outubro, que foi de 1%. Em novembro do ano passado a inflação de Goiânia ficou em 0,56%.

“Esse índice veio bem superior ao apurado em outubro. Nós temos um cenário de menor oferta, como no caso das carnes. No grupo de hortaliças, legumes e tubérculos, nós temos fatores sazonais provocando menor oferta e menor qualidade”, explica o gerente de Pesquisas Sistemáticas e Especiais do IMB/Segplan, Marcelo Eurico de Sousa.

O IMB calcula e divulga mensalmente o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) Goiânia para famílias com rendimentos de um a cinco salários mínimos.

Conforme os pesquisadores do IMB/Segplan, nos 11 primeiros meses do ano a inflação de Goiânia acumula taxa de 7,47%, superior à do mesmo período de 2013, que ficou em 5,20%. Nos últimos 12 meses, o índice alcança 8,22%, contra 6,37% dos 12 meses imediatamente anteriores. Os produtos cujos preços mais subiram em novembro último foram as carnes bovinas (4,29%), arroz (4,31%), batata inglesa (60,12%), tomate (13,27%), gasolina comum (4,56%), aluguel residencial (0,79%) e energia elétrica (2,57%).

Inflação de dezembro deve seguir tendência de alta
Marcelo Eurico de Sousa acredita que o IPC Goiânia terminará o ano com índice positivo. “A expectativa para dezembro é de um índice positivo, não tão grande como o de novembro. Nós vamos terminar 2014 com uma variação muito alta, e vamos começar 2015 com impacto positivo muito forte provocado pelo reajuste do salário mínimo, materiais escolares e alimentos, devido ao período de chuva muito intenso”, pontua.

Para o cálculo das variações mensais são pesquisados 205 produtos/serviços distribuídos em nove grupos de despesas: alimentação, habitação, artigos residenciais, despesas pessoais, saúde e cuidados pessoais, vestuário, transportes, educação e comunicação.

Alimentos
Dos nove grupos que compõem o cálculo do Índice de Preços de Goiânia (IPC-Goiânia), sete tiveram elevação em novembro na comparação a outubro, e dois registraram variação negativa. O grupo da alimentação foi o que mais contribuiu com a formação da taxa inflacionária do mês passado da capital e apresentou alta média de 2,22%, sendo que os cereais e leguminosas tiveram aumento de 3,20%, as hortaliças de 6,39% e raízes e tubérculos 20,74%.

A batata inglesa subiu 60,12%, repolho (14,09%, tomate (13,27%) e arroz (4,31%). A alimentação fora do domicílio apresentou alta de 2,06%, com destaque para o salgado (8,81%) e o suco de laranja (3,73%). Por outro lado, os preços de leite e derivados recuaram 0,75%. A carne bovina apresentou alta de 4,29%e a suína, de 6,34%.

Transportes
O grupo dos transportes, com aumento médio de 1,32%, teve como destaques os aumentos da gasolina comum (4,56%), etanol (4,37%), óleo diesel (2,68%), passagem de ônibus interestadual (24,77%) e conserto de veículo automotor (3,61%). No grupo da habitação, a alta foi de 0,91%, puxada pelo aluguel residencial (0,79%) e pela energia elétrica (2,57%), puxada pelo aumento do PIS e Cofins. Também apresentaram aumentos os grupos de saúde e cuidados pessoais (1,14%), despesas pessoais (0,89%), comunicação (0,54%) e educação (0,25%).

Grupos que registraram índices negativos
Segundo o IMB/Segplan, dois grupos tiveram índices negativos em outubro. Artigos residenciais apresentaram recuo de 0,36% devido à queda nos preços de conjunto de estofado, conjunto de som, televisor e liquificador. Já o vestuário registrou diminuição de 0,16%, devido aos preços menores de conjunto infantil, blusa feminina, sandália/sapato de mulher e tênis para adulto. No grupo de alimentos, o leite e seus derivados registraram queda de 0,75%, em virtude do aumento da oferta, além das carnes industrializadas (2,35%).

Cesta básica
O custo da cesta básica contendo alimentos indispensáveis à subsistência do trabalhador subiu 1,74% em Goiânia no mês de novembro e alcançou o valor de R$ 259,11, aponta o levantamento do IMB/Segplan. Dos 12 itens que compõem a cesta, seis tiveram aumento de preço, quatro apresentaram redução e dois mantiveram as cotações estáveis – farinha/massa e pão. A carne foi o item cujo preço mais subiu (5,33%), vindo em seguida o arroz (4,39%), legumes/tubérculos (3,08%) e açúcar (2,92%). A queda mais acentuada foi verificada no preço do feijão (-1,57%), seguido de frutas (-1,31%) e leite (-0,74%).

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