Aumento de salário

Índice de reajuste para militares será acima de 21,3%, confirma ministro

O chefe da pasta ainda adiantou que o pagamento pode ser diferente para cada categoria e patentes, entre civis, praças e oficiais.





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Os 655 mil militares das Forças Armadas vão ter reajuste salarial acima dos 21,3% propostos pelo governo federal aos servidores do Executivo e Judiciário. A afirmação foi feita ontem pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner, após palestra na Escola de Comando e Estado-Maior do Exército (Eceme), na Praia Vermelha, no Rio. O chefe da pasta ainda adiantou que o pagamento pode ser diferente para cada categoria e patentes, entre civis, praças e oficiais.

“A expansão da nossa folha de pagamento será, sem citar número, superior a 21,3%”, disse o ministro, mas o reajuste não será necessariamente linear, pode ser por segmentos”, disse o ministro. “Um pode ter 24%, outro 18%, por exemplo. Depende da defasagem salarial de cada patente ou função e também da negociação de cada categoria junto ao Ministério do Planejamento”, acrescentou Jaques Wagner.

O governo tem até este mês para acertar os índices de aumento de todo o funcionalismo, que vão integrar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2016. O texto tem que ser votado até este mês pelo Congresso Nacional. Jaques Wagner se comprometeu a enviar o projeto dentro do prazo. “Vou me reunir com os comandantes das três Forças na próxima semana para discutir como será essa redistribuição”, afirmou.

O reajuste dos militares terá que entrar em um Orçamento ainda mais enxuto. O Ministério da Defesa sofreu um corte de R$ 300 milhões de um total de R$ 8,47 bilhões no Poder Executivo. O decreto que atualizou o contingenciamento orçamentário para 2015 foi publicado ontem no Diário Oficial da União.

O Ministério da Defesa informou que fará esforços para replanejar os seus gastos para o ano vigente, com a finalidade de minimizar os impactos sobre as suas atividades. “Os nossos projetos estratégicos não podem sofrer descontinuidade. Podem reduzir a velocidade mas não vai parar”, destacou nota da Defesa. (Do Jornal O Dia)

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