Do Mais Goiás

Indicado por Bolsonaro para o STF visita senadores em Goiás

Vanderlan Cardoso e Luiz do Carmo manifestaram apoio a André Mendonça, que busca 41 votos necessários para ser aceito pelo Senado

André Mendonça, cotado para substituir Marco Aurélio Mello no STF (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)
André Mendonça, cotado para substituir Marco Aurélio Mello no STF (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

O advogado-geral da União André Mendonça esteve em Goiânia na terça-feira (20) em reunião com os senadores goianos Luiz do Carmo (MDB) e Vanderlan Cardoso (PSD). Ele, que está de férias, é o indicado pelo presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido) à vaga a ser aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) com a aposentadoria do ministro Marco Aurélio Mello.

A vinda para Goiás faz parte da incursão de André Mendonça para convencimento dos senadores a acolher a indicação de Bolsonaro ao STF. Ele, no entanto, não se encontrou com o senador Jorge Kajuru (Podemos) que já havia declarado ser contra o nome indicado pelo presidente para o Supremo.

Tanto Vanderlan quanto Luiz do Carmos se mostraram favoráveis à indicação de André Mendonça. “O currículo e o histórico do ministro não deixa dúvidas de que ele cumpre todos os requisitos para esse cargo”, publicou Vanderlan.

Luiz do Carmo, em vídeo, diz ter apreço a André Mendonça. “Homem direito e que tem um saber jurídico ilibado. Conte comigo”, pontuou.

O nome dele ainda deve passar por sabatina no Senado no segundo semestre. De Goiânia, o advogado-geral da União segue para São Luís, no Maranhão, para encontro com senadores Roberto Rocha (PSDB), Weverton (PDT) e Eliziane Gama (Cidadania).

Resistência

A vida de André Mendonça, entretanto, não deve ser fácil. O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Davi Alcolumbre (DEM), articula para dificultar a indicação. O advogado-geral, entretanto, conta com o apoio de organizações religiosas como Associação Nacional de Juristas Evangélicos (Anajure) e da bancada evangélica.

O advogado-geral precisa de 41 votos dos 81 senadores para ser aceito como o novo ministro “terrivelmente evangélico” do STF. Placar montado pelo jornal O Estado de São Paulo aponta que ele contava até a última segunda-feira (19) com 26 votos.