CORONAVÍRUS

Goiânia é o 2° maior polo de venda de roupas no Brasil, diz IBGE

Pandemia fez com que vendas no varejo brasileiro recuassem 2,5% em março


Leicilane Tomazini
Do Mais Goiás | Em: 21/05/2020 às 13:35:56

Loja da Rua 44 antes do fechamento devido à pandemia de coronavírus (Foto: Divulgação)
Loja da Rua 44 antes do fechamento devido à pandemia de coronavírus (Foto: Divulgação)

Pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira mostra que Goiânia é o segundo maior polo de vendas de roupas e calçados do Brasil, atrás de São Paulo. O levantamento mostra que 3,74 milhões de consumidores deslocaram-se para Capital em 2018 com o propósito de adquirir itens de vestuário. O fluxo de pessoas à capital paulista foi de 4,59 milhões de pessoas no mesmo período.

O IBGE também identificou protagonismo de Goiânia no comércio de móveis e eletroeletrônicos. A capital de Goiás é o quarto principal destino para consumidores que procuram produtos deste gênero. É também o destino preferencial para moradores de 88 municípios – alguns deles do Pará, Tocantins e do Mato Grosso.

No que diz respeito a vestuário, Goiânia é o polo de vendas mais importante para população de 161 municípios.

O levantamento mostra que as vendas no varejo brasileiro recuaram 2,5% em março de 2020 em relação a fevereiro. O recuo foi ainda maior no comércio de tecidos, vestuário e calçados: queda de 42,2%. O setor de móveis e eletrodomésticos amargou perda de 25,9%.

Prejuízo na região da rua 44

De acordo com o presidente da Associação Empresarial da Região 44 (AER-44), Jairo Gomes, é normal esse recuo a nível nacional em virtude da pandemia, mas explicou que na região da 44, especificamente, o prejuízo foi bem maior. “Março não vendeu nada, até porque estava fechado, aliás, até hoje, mais de 60 dias sem abrir”. Segundo o presidente, o impacto econômico foi maior, tendo em vista que a região tem foco na venda por atacado: “Todos os estados brasileiros vem comprar aqui, até mesmo pessoas de São Paulo migraram pra cá.

Ainda de acordo com Jairo, no geral, esse tipo de pesquisa acaba não condizendo com a realidade da região da 44: “Aqui é extremamente diferente. O IBGE é um instituto sério, mas no tocante à 44 fica difícil eles alcançarem isso. É algo muito maior, recebe todo o Brasil, temos o varejo mas nosso foco é o atacado, o Brasil todo vem aqui comprar para revender em outros estados.

O presidente arriscou-se a dizer que a região da 44 já ultrapassou São Paulo, e hoje é o maior polo de moda do Brasil. “Há alguns anos, os lojistas goianos iam até a capital paulista comprar para revender aqui, hoje a situação se inverteu. Muitos comerciantes paulistanos, inclusive, vieram para Goiânia e estabeleceram-se aqui”.