Cidades

Homem que se passava por adolescente para aliciar crianças é preso em Aparecida de Goiânia

Suspeito armazenava material de pornografia infantil em seu celular


Amanda Sales

Do Mais Goiás | Em: 07/03/2018 às 18:19:14


Homem confessou o aliciamento mas negou prática de estupro. (Foto: Polícia Civil)
Homem confessou o aliciamento mas negou prática de estupro. (Foto: Polícia Civil)

Um homem de 34 anos que se passava por adolescente para aliciar crianças foi preso na tarde desta quarta-feira (7), em Aparecida de Goiânia. O suspeito estava tentando marcar um encontro com uma menina de 9 anos e em seu celular foram encontrados materiais de pornografia infantil.

O titular da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), Luiz Gonzaga Júnior, explicou que o homem conseguiu o contato da menina e se passou por criança da mesma faixa etária para iniciar uma conversa e posterior amizade. O suspeito começou a pedir fotos da menina nua e chegou a enviar para ela algumas fotos suas, momento em que revelou que na verdade era um adolescente, mas sem identificar sua verdadeira idade.

A criança então procurou os pais que notaram, por meio das fotos que o homem mandou, se tratar de uma pessoa mais velha que a garota. “Inicialmente nós pensamos que se tratasse de um adolescente e por isso as investigações ficaram a cargo da Depai. Nós tínhamos algumas fotos dele e o primeiro nome. Usamos essas informações para chegar ao endereço dele em Aparecida de Goiânia”, conta.

Na casa do homem os policiais encontraram conversas com a menina na qual tentava marcar encontros sexuais. Além disso, grande quantidade de material de pornografia infantil foi encontrado. O suspeito confessou ter as fotos e vídeos a cerca de dois anos, mas negou ter mantido relações sexuais com menores de idade.

Outras conversas com crianças foram identificadas pelos policiais no celular do homem, nas quais ele também tentava marcar encontros sexuais. Luiz explica que o material vai ser analisado e as investigações devem continuar, mas sob cuidados da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), uma vez que ficou provado não se tratar de um adolescente.

As investigações devem prosseguir, segundo o delegado, para identificar outras vítimas e se houve prática de estupro. “A Polícia Civil deve investigar também onde ele conseguiu os contatos. O homem informou que comprou uma lista com contatos de menores de uma pessoa que não teve a identidade revelada. Pode ser uma rede de compartilhamento de pedofilia, mas isso ainda precisa ser apurado”, conta o delegado.

O suspeito foi autuado por dois crimes diferentes, segundo Luiz. O homem deve responder por aliciamento de menor para prática sexual e armazenamento de pornografia infantil, artigos 241-D e 241-B do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Somadas, a penas totalizam sete anos.

O delegado alerta para a atenção dos pais a crianças e adolescentes que tem acesso a aparelhos eletrônicos e redes sociais. Para Luiz, casos como esse reforçam a necessidade de monitorar o orientar menores de idade no acesso à internet.