Cidades

Homem que matou esposa a tiros é condenado a 22 anos de prisão, em Maurilândia

Crime aconteceu em setembro de 2017. Réu enganou a vítima, dizendo que iria embora da residência dela, mas, ao chegar na área externa da casa, voltou e atirou


Joao Paulo Alexandre

Do Mais Goiás | Em: 29/11/2018 às 16:14:34


Sidiney cumprirá a pena, inicialmente, em regime fechado (Foto: Aline Caetano)
Sidiney cumprirá a pena, inicialmente, em regime fechado (Foto: Aline Caetano)

Sidiney Ramos Fernandes, 49 anos, foi condenado a 22 anos e nove meses de prisão a ser cumprido inicialmente em regime fechado pelo feminicídio contra Ciliany Lino dos Santos. O crime foi cometido no dia 7 de setembro de 2017 em Castelândia, cidade a 222 quilômetros de Goiânia.

A audiência foi realizada nesta quarta-feira (28) no Fórum de Maurilândia, cidade a 24 quilômetros do local do crime. O julgamento, que durou 12 horas, foi realizado pelo juiz substituto Paulo Roberto Paludo e contou a presença de familiares de Ciliany que utilizaram camisetas com a foto da vítima.

A parte acusatória sustentou a versão de homicídio qualificado, que dificultou a defesa da vítima. Já a defesa sustentou a tese para que o crime fosse desclassificado para homicídio culposo – quando não há intenção de matar -, e que o delito teria sido realizado por influência emocional.

Apesar disso, o juiz argumentou que houve um contexto violento por parte de Sidiney, pois alegou que iria embora, mas, ao chegar na parte externa, voltou para dentro da residência e desferiu os disparos na vítima. Quando foi embora, ele ainda passou pelo filho e enteada e riu. Essa atitude foi caracterizada pelo juiz como “menosprezo diante do resultado da sua conduta.”

O magistrado também considerou o depoimento da filha da vítima que alegou que a mãe era constantemente vítima de violência doméstica e chegou a ser enforcada duas vezes pelo réu. A morte de Ciliany também trouxe consequências psicológicas para a mãe da vítima e os filhos, de acordo com o juiz, pois todos necessitam de acompanhamento com psicólogo.

Além do homicídio qualificado que dificultou a defesa da vítima, Sidiney também foi condenado por ameaças aos filhos da vítima, por lesão corporal realizada na enteada e porte ilegal de uso restrito.

Familiares vestiram camisetas com frases de homenagem à vítima (Foto: Aline Caetano)