Violência

Homem que manteve família refém por não aceitar fim de relacionamento segue preso

De acordo com a Polícia Civil, o homem fez os três filhos - de 2, 7 e 12 anos- sob ameaça de um machado e uma faca


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 11/01/2020 às 11:56:34

Homem que manteve família refém por não aceitar fim de relacionamento segue preso (Foto: Reprodução)
Homem que manteve família refém por não aceitar fim de relacionamento segue preso (Foto: Reprodução)

O homem que manteve a família refém por não aceitar o fim do relacionamento segue preso após decisão da juíza Sandra Regina, do 3º Juizado da Mulher. Ele passou por audiência de custódia na tarde desta sexta-feira (10). O suspeito foi preso, no última quinta-feira (9), após manter os três filhos – de 2, 7 e 12 anos – sob ameaça por cerca de duas horas, no Setor Cidade Jardim, em Goiânia.

De acordo com a Polícia Civil (PC), o homem também estava sob posse de um machado e uma faca. Ele teria aproveitado o momento em que a ex-companheira não estava em casa para invadir o local. O delegado que realizou o flagrante, André Ganga, disse que as negociações duraram cerca de duas horas e foi marcada por momentos de tensão, principalmente quando ele não respondia ou não deixava as crianças darem sinais de vida.

“Ele queria um tempo, pediu para esperar um determinado período, ficamos com receio de esse tempo seria para ele matar as crianças. Ele estava bastante alterado por consumo de drogas e bebidas e era difícil ter uma coesão no que ele falava”, destaca André.

Outra preocupação, segundo o delegado, foi o fato do suspeito possuir curso de segurança e, com isso, havia o medo que ele estivesse com uma arma de fogo. As duas filhas mais velhas estavam em estado de choque e foram levadas para uma psicóloga da PC. Já a criança de 2 anos, que ficou o tempo todo das negociações no colo do suspeito, foi entregue à mãe. Nenhuma delas se feriu.

O caso foi encaminhado para a Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e ele foi indiciado, inicialmente, pelos crimes de cárcere privado e ameaça.