POLÍCIA

Homem preso com pornografia infantil pode ter estuprado a própria filha

Morador de Rio Verde, que tem 44 anos, guardava, em celular, pen drive, e cartões de memória, mais de nove mil imagens de sexo com crianças


Aulus Rincon
Do Mais Goiás | Em: 16/10/2020 às 14:21:17

Material digital apreendido com o suspeito (Foto: Polícia Militar)
Material digital apreendido com o suspeito (Foto: Polícia Militar)

Um homem de 44 anos foi preso pela Polícia Militar na tarde desta quinta-feira (15), em Rio Verde, no sudoeste do estado, suspeito de armazenar vídeos com pornografia infantil. Enquanto os policiais faziam buscas na casa, uma das filhas do suspeito relatou que já havia sido estuprada pelo pai.

Foi após receberem uma denúncia anônima que militares do 2º BPM chegaram até a casa do suspeito, que fica no Bairro Céu Azul. Após encontrarem vídeos de pornografia infantil no celular dele, os policiais realizaram buscas em um dos quartos, ocasião em que localizaram três pen drives, e oito cartões de memória que continham mais de nove mil imagens de sexo com crianças.

Além de ser autuado em flagrante por armazenamento de pornografia intantil, o homem, que não teve a identidade revelada, está sendo investigado, também, por estupro. “Nós já intimamos a esposa dele e as duas filhas, inclusive a que relatou para os PMs que havia sido estuprada, para que venham depor aqui, mas, por enquanto, ainda não temos materialidade nenhuma, apenas a denúncia”, relatou a delegada Jaqueline Machado Camargo, titular da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), de Rio Verde.

A delegada também quer saber se o suspeito, além de estuprar a filha, ainda filmou o ato, e compartilhou as imagens. “Este suposto vídeo, relatado pela filha dele aos PMs, ainda não foi localizado, mas nós já enviamos o celular dele para uma perícia em Goiânia”, concluiu a titular da DEAM de Rio Verde.

No primeiro depoimento, o suspeito negou ter estuprado a filha, e disse que os vídeos foram recebidos e armazenados por ele e pela esposa há mais de quatro anos. A Polícia Civil, porém, vai investigar, também, se de fato ele apenas recebia as imagens, ou se produziu, e compartilhou algum vídeo, o que pode aumentar a pena de reclusão em caso de condenação. “São imagens horríveis, de atos praticados contra crianças bem pequenas”, descreveu o delegado regional de Rio Verde, Carlos Roberto Batista.