Feminicídio

Homem é suspeito de assassinar esposa e forjar suicídio da vítima

Pedro Mariano dos Santos asfixiou Geliane Alves da Silva e a levou ao hospital, como se ela tivesse se enforcado


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 16/08/2019 às 07:20:35


Agentes da 132ª DP de Arraial do Cabo, na região dos Lagos, no Rio de Janeiro, investigam um caso de feminicídio ocorrido na madrugada desta quarta-feira. As informações são do jornal O Dia.

De acordo com a polícia, o pedreiro Pedro Mariano dos Santos, de 40 anos, forjou o suicídio da esposa, Geliane Alves da Silva, 32, no bairro Boa Vista.

O pedreiro chegou a levar a mulher para Hospital Geral de Arraial do Cabo, afirmando que ela havia se enforcado. Profissionais da unidade de saúde estranharam as marcas no pescoço da mulher e informaram à polícia.

De acordo com o delegado Renato Mariano, enquanto uma equipe da delegacia estava no hospital para apurar as informações, Pedro foi até a 132ª DP para registrar um boletim de ocorrência que comprovasse um possível álibi.

Pedro Mariano dos Santos asfixiou Geliane Alves da Silva e a levou ao hospital, como se ela tivesse se enforcado

Pedro Mariano dos Santos asfixiou Geliane Alves da Silva e a levou ao hospital, como se ela tivesse se enforcado

“O Pedro tentou prestar um depoimento, só que a história que ele contou foi que a mulher e ele estavam dormindo, e quando ele acordou a mulher estava dependurada e enforcada”, o delegado conta.

O titular conta também que durante o socorro da mulher, o pedreiro pediu ajuda para outra pessoa, que também foi chamada para prestar esclarecimentos. Durante o depoimento dela, a informação sobre o local em que a mulher foi encontrada divergia das declarações de Pedro.

“Ele disse que a mulher se enfornou em um determinado local da casa e uma testemunha com quem ele conversou durante o socorro alegou que o corpo estava em um outro lugar. A perícia constatou que diante das lesões que ela tinha, era impossível ela ter sido enforcada”, alega.

Pedro está preso, mas nega todas as acusações. “Alguém produziu a asfixia. Ele nega que matou a mulher, mas afirmamos que era inviável o suicídio e ambos estavam sozinhos na casa. Ele matou a mulher”, afirmou o delegado.