Estelionato

Homem é preso suspeito de vender falsos empregos no Senado e na Câmara

Preso em Goiânia, ele negociava vagas inexistentes em órgãos federais.





//

Jean Fernando Morais, de 29 anos, foi preso em seu apartamento no Setor Universitário, em Goiânia, suspeito de vender cargos públicos inexistentes no Senado e na Câmara Federal. A prisão aconteceu na tarde desta segunda-feira (21/07). A namorada dele, a estudante de direito Vanessa Souza Domingues, de 23 anos, também foi detida suspeita de participar do esquema.

A polícia chegou até Jean após a denúncia de uma locadora de carros de São Paulo. Como ele não pagava o aluguel de um veículo havia três meses, a corporação foi acionada e começou a monitorar o suspeito.

No apartamento dele, no Setor Universitário, foram encontradas documentos de várias pessoas, cartões de créditos além de relógios de marcas famosas.

Segundo a PM, ele alegava para as vítimas que era parente de membros do Senado e da Câmara Federal, onde podia empregá-las. Ele também afirmava que podia conseguir cargos em órgãos como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Ministério Público e Ministério do Turismo. Conversas de Jean em um aplicativo de mensagens de celular mostram como ele agia.

Os valores pelas vagas variavam, mas, segundo a polícia, uma pessoa chegou a depositar R$ 30 mil pela falsa oportunidade. Com o dinheiro, Jean fazia viagens com a namorada para a Europa, onde passaram três meses desse ano. Ele também frequentava lojas e restaurantes caros.

O capitão do Grupo de Radiopatrulha Aérea da PM (Graer), Pedro Henrique Batista, pondera que apesar de serem vítimas do golpe, as pessoas que buscavam as vagas também não tinham boas intenções.


Já o advogado de Vanessa, Leandro Vargas, afirmou que ela não tem culpa no caso. “Ela não sabia que ele era um bandido. Só soube disso agora”, defendeu.

Jean foi autuado por estelionato e apropriação indébita do carro. Ele está preso no 1º Distrito Policial de Goiânia. Já Vanessa foi autuada por estelionato. Apesar de negar envolvimento, os pagamentos das vítimas eram feitos em contas no nome dela. A jovem foi transferida para a carceragem feminina do 14º DP da capital, onde segue detida. (Com informações do G1)

Tópicos