Do Mais Goiás

Homem é ferroado duas vezes por escorpião em Formosa

Veneno pode causar dor, formigamento, salivação abundante e prostração e provocar até parada cardiorrespiratória. Bombeiro ensina como evitar contato com o inseto

Na manhã deste domingo (5) um morador do município de Formosa, que fica a 282 quilômetros da capital, foi ferroado por um escorpião duas vezes no mesmo braço. Gervaz Vieira de Sousa, 44, estava vestindo uma camiseta quando sentiu uma forte dor no braço e logo soube que tinha sido picado por um bicho. Ele foi atendido pelo Corpo de Bombeiros.

A segunda picada ocorreu quando o homem retirava a camiseta para ver o que tinha acontecido. Segundo a equipe de socorro, Gervaz foi encaminhado ao Hospital de Formosa juntamente com o escorpião, para que médicos o tratassem com o tipo correto de soro antiescorpiônico. Gervaz apresentava vermelhidão no braço esquerdo, onde foi atacado pelo aracnídeo.

De acordo com o major Bráulio Flores, outros cinco casos semelhantes já foram registrados até agora na região de Formosa. “A picada de escorpião pode provocar diversos sintomas, como: dor, formigamento, salivação abundante e prostração, os quais podem causar alteração da frequência cardíaca, estado de choque e parada cardiorrespiratória”.

Prevenção

Para evitar ataques de escorpião, o major afirma que é necessário manter o ambiente limpo, sem o acúmulo de entulhos ou demais locais onde possa haver proliferação de insetos. O principal motivo é que os bichos menores podem fazer parte do cardápio de escorpiões.

Outra medida é afastar camas das parede, uma vez que o aracnídeo pode escalar. “Ainda, o escorpião não gosta de claridade, durante o dia procura se esconder em locais escuros e úmidos para se proteger. Em casa, é possível que ele seja encontrado em buracos e frestas nas paredes, rodapés soltos e forros de madeira e, também, nos acessos à rede de esgoto”.

O major lembra que o avanço da urbanização causa um aumento na ocorrência de acidentes com animais peçonhentos nas cidades. “Escorpiões estão entre eles, já que possuem alta capacidade de adaptação. A ausência de predadores naturais também contribui para sua proliferação”.

*Thaynara da Cunha é integrante do programa de estágio do convênio entre Ciee e Mais Goiás, sob orientação de Thaís Lobo