Justiça

Homem é condenado a mais mais de 22 anos de prisão por feminicídio de companheira, em Formosa

Conforme sustentado na denúncia, o homicídio, ocorrido em 15 de agosto de 2015, foi quadruplamente qualificado

Cidades

Thiago Burigato
Do Mais Goiás | Em: 06/06/2017 às 08:15:35

Juiz acredita que não existe a necessidade da mudança de sexo para mudar o nome (Foto: Reprodução)
Juiz acredita que não existe a necessidade da mudança de sexo para mudar o nome (Foto: Reprodução)

O Tribunal do Júri de Formosa condenou Cícero Alexandre Gomes da Silva a 22 anos e 4 meses de reclusão pelo feminicídio de sua companheira, Doralice Pereira dos Santos. Conforme sustentado na denúncia, o homicídio, ocorrido em 15 de agosto de 2015, foi quadruplamente qualificado, tendo sido comprovadas as qualificadoras de motivo fútil, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e por ser contra mulher, em razão da condição do sexo feminino.

Conforme apontado na denúncia, oferecida à época pela promotora de Justiça Caroline Ianhez, Cícero estava sozinho em casa com a vítima, quando iniciaram discussão por motivo fútil decorrente do uso de bebidas alcoólicas. Durante a discussão, o denunciado, aproveitando-se do fato de que estava sozinho com Doralice, a agrediu por diversas vezes, espancando-a até a morte, com chutes e golpes contra a cabeça dela. A vítima sofreu traumatismo craniano, distensão das articulações do pescoço e lesões de esmagamento da face.

Foi apurado ainda nos autos que o denunciando constantemente agredia e ameaçava de morte a companheira Doralice. Contudo, ela havia reatado o relacionamento amoroso com o denunciando há poucos dias e juntos voltaram a conviver maritalmente e fazer uso de drogas e bebidas alcoólicas.

O julgamento

A sessão do júri, realizada na última terça (30), foi presidida pela juíza Christiana Aparecida Nasser Saad, tendo sido a acusação feita pelo promotor Augusto Henrique Moreno Alves. A defesa pugnou pela desclassificação do delito para a modalidade culposa, ano negar o dolo do acusado, além disso, ponderou sobre a atuação do acusado logo após injusta provocação da vítima.

No entanto, os jurados reconheceram a materialidade e a autoria delitiva, decidindo que houve o crime, com a incidência das quatro qualificadoras sustentadas pelo Ministério Público. Cícero, conhecido como “Abacate”, está preso na cadeia pública local.