Do Mais Goiás

Guarda civil “atirou para matar” adolescente que morreu em Silvânia, diz delegado

Conforme a polícia, William Vitor Pinto confessou o crime e justificou dizendo que estava embriagado

A Polícia Civil constatou, em investigações realizadas até o momento, que o guarda civil William Vitor Pinto efetuou os disparos contra o adolescente Frediani Claiton Izidio, de 15 anos, em Silvânia, levando-o ao óbito, com a clara intenção de matar não só o menor, mas também os outros quatro adolescentes que estavam com a vítima. Conforme a polícia, William confessou o crime e justificou dizendo que estava embriagado.

Ao Mais Goiás, o delegado responsável pelas investigações, Leonardo Sanches, informou que o guarda civil confessou, em depoimento, que não conhecia o jovem e jamais tinha tido qualquer desavença com ele. “Não conhecia, não teve briga, não teve troca de sinais, não teve nada. Resumindo: não tinha motivo”, disse o delegado sobre a motivação do crime.

Segundo Sanches, William estava embriagado quando tudo aconteceu e atirou contra Fredinei com a única intenção de matar Fredinei e seus amigos. “Não foi tiro aleatório. Ele atirou para matar cinco adolescentes. Atirou para matar, sem sombra de dúvidas”, declarou.

Relembre o caso

Frediani Claiton Izidio, de 15 anos, foi morto a tiros na última sexta-feira (20), no bairro Pedrinhas, em Silvânia. O rapaz estava com quatro amigos em uma praça próxima a um bar, quando foi atingido pelos disparos de um dos clientes. O principal suspeito é o guarda municipal William Vitor Pinto, que estava alcoolizado.

Segundo o delegado Leonardo Sanches, William se aproximou dos garotos e disse “eu to devendo algo pra vocês?”, mas como os meninos não conheciam o guarda, ignoraram. “Ele gritou de novo, mais alto, e os meninos negaram e disseram que não queriam nada. O guarda sacou a pistola dando tiros para cima e em seguida contra os adolescentes”, detalha.

Frediani foi atingido com um tiro no pescoço e outro de raspão no ombro. Ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

O guarda civil se entregou à polícia na última segunda-feira (23). De acordo com o delegado, ele teve que ser transferido, na tarde de ontem, terça-feira (24), da Unidade Prisional de Silvânia para Goiânia, uma vez que os detentos da unidade estão revoltados poderiam tentar matá-lo.

O inquérito será concluído até o fim da semana e remetido ao Ministério Público. Segundo a Polícia Civil, William Vitor será indiciado por homicídio triplamente qualificado e quatro tentativas de homicídio. Se condenado, por pegar mais de 30 anos de prisão.