Protesto

Grupo organiza ato contra aumento da passagem, na Praça Joaquim Lúcio

Primeira manifestação aconteceu antes do acordo que elevou a tarifa para R$ 4


Amanda Sales
Do Mais Goiás | Em: 31/01/2018 às 15:53:13

Ato realizado pelo grupo em terminal de ônibus de Goiânia. (Foto: MCC)
Ato realizado pelo grupo em terminal de ônibus de Goiânia. (Foto: MCC)

O grupo Movimento Contra Catraca (MCC) organizou para esta quarta-feira (31), mais um ato contra o aumento da passagem do transporte coletivo na capital e região metropolitana. A organização estima que em torno de 400 pessoas se reúnam na Praça Joaquim Lúcio, na Avenida 24 de outubro, em Goiânia e marchem pela cidade em trajeto ainda não divulgado, a partir das 16 horas.

Além da volta do valor da passagem, o grupo reivindica também melhores condições para o transporte coletivo, volta da meia passagem, retomada do serviço ganha-tempo, passe livre estudantil irrestrito e melhorias para os motoristas de ônibus. O estudante e membro do MCC, Rafael Neves, explicou que a mudança no local escolhido para a concentração dos manifestantes é uma forma de mostrar que o movimento está espalhado pela cidade.

Para Rafael, o ato é importante para mostrar que a população está descontente com o aumento da passagem. “Nós ainda não nos reunimos com membros da CDTC nem com gestores públicos para passar nossas reivindicações. Já realizamos um ato de panfletagem e queremos chamar a população para lutar contra o aumento”, aponta.

O grupo argumenta que apesar do aumento de 9,6% no preço da passagem de ônibus, o salário mínimo subiu somente 1,85%. Rafael ressalta que a pressão da sociedade pode voltar os olhos das autoridades competentes para a questão.

O último ato organizado pelo MCC foi realizado na Praça do Bandeirante, no último dia 19, data para a qual estava prevista a reunião entre os membros da Câmara Deliberativa do Transporte Coletivo (CDTC). O grupo deliberaria sobre o aumento da passagem de R$ 3,70 para, inicialmente, R$ 4,05. No entanto a decisão do reajuste foi tomada no dia 22, quando ficou estabelecido o valor de R$ 4.