Greve dos médicos é confirmada para esta sexta-feira (15) em Anápolis; entenda como vai funcionar

Atendimentos de urgência e emergência serão mantidos; Samu e Regulação não terão paralisação

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Greve inclui concursados, credenciados e médicos do estado que atuam na cidade (Foto: Bruno Velasco)

O presidente do Sindicato dos Médicos de Anápolis (Simea), Márcio Henrique Cunha de Paiva, confirmou ao Mais Anápolis na noite desta quinta-feira (14) que mais de 250 profissionais que atuam nos hospitais públicos de Anápolis vão cruzar os braços a partir de 7 horas desta sexta-feira (15). Segundo ele, a maioria decidiu pela greve em assembleia realizada na noite desta quinta entre o sindicato e a prefeitura de Anápolis.

De acordo com o sindicato, enquanto durar a greve os atendimentos eletivos estarão suspensos. Porém, os atendimentos de urgência e emergência serão mantidos nas Unidades de Pronto Atendimento – fichas vermelhas, laranjas e amarelas. Pacientes com fichas verdes serão encaminhados para atendimento nas Unidades Básicas de Saúde.

Já nas Unidades Básicas e Especializadas serão mantidos os atendimentos de urgência e emergência, bem como a prescrição de medicamentos de usos contínuos e controlados. Nestes locais, segundo o sindicato, os profissionais médicos vão cumprir o horário de trabalho e registrar a carga horária, mas sem atendimento eletivo. O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e a Regulação não terão paralisação.

Em uma rede social, o prefeito Roberto Naves (PP) afirmou que tomará todas as medidas para impedir qualquer paralisação na área da saúde. “É inconcebível, irresponsável e totalmente fora de contexto um movimento grevista neste momento”, disse.

Entenda o que motivou a greve

A categoria elenca 21 reivindicações não atendidas, dentre elas: salários defasados, retirada de gratificação, melhores condições de trabalhos e alega perseguição dos concursos. A Procuradoria-Geral do Município, no entanto, contra-argumentou os pontos em publicação no Diário Oficial do Município. 

“No período de 15 dias, a categoria permaneceu em estado de greve, aguardando que o Executivo Municipal apreciasse as reivindicações dos médicos, já apresentadas e discutidas desde o primeiro mandato desta Administração”, diz o comunicado.

A decisão, segundo a categoria, é decorrente da falta de uma contraproposta. “Assim como uma sinalização do interesse do Executivo no atendimento das reinvindicações apresentadas”, afirma o sindicado.

No início deste mês, a prefeitura de Anápolis publicou no Diário Oficial a contratação, com dispensa de licitação, da Associação Beneficente João Paulo II para gerir o Hospital Alfredo Abrahão (HAA), no Jardim Progresso, com contrato estimado em R$ 18 milhões, durante seis meses. A Organização Social (OS) tem sede em Barreiros, cidade de Pernambuco. Os médicos não gostaram da notícia.

“O executivo contratou, sem licitação, uma empresa de Pernambuco, para terceirizar os serviços médicos por seis meses, pagando valor superior a 18 milhões. Deixou sucatear a estrutura da prestação de serviços médicos, sob a alegação de falta de verbas”, afirma o sindicado.