Eduardo Pinheiro
Do Mais Goiás

Granja em Goiatuba produzirá ovos para fabricação de vacinas contra covid-19

Ovos serão usados para o 'cultivo' de cepas do coronavírus

Servidor da Fiocruz prepara vacina de Oxford/AstraZeneca para a primeira aplicação no Brasil.
Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Uma granja no município de Goiatuba irá produzir ovos de galinha embrionados para a fabricação da vacina contra a Covid-19 anunciada na semana passada pelo Instituto Butantan. A empresa em questão, Globoaves, já produz esse tipo de material exclusivamente para fins científicos desde 2007.

Os ovos serão usados para o “cultivo” de cepas do coronavírus. A partir desta produção os cientistas fazem as doses de vacina, com fragmentos do vírus inativado.

No caso da vacina contra a Covid-19, a estimativa é produzir duas doses por ovo. Para vacinas contra a gripe são três.

A fábrica de Goiatuba possui 400 mil aves.

A vacina desenvolvida pelo Butantan em território nacional, com parte de tecnologia importada dos Estados Unidos, foi anunciada na semana passada e ainda está em fase de testes pré-clínicos.

Como funciona

De acordo com informações da empresa, máquinas classificam os ovos por tamanho e peso. Depois, todo processo de incubação é realizado em equipamento de última geração, monitorado por sistemas e operadores treinados, garantindo o correto crescimento do embrião até o momento de sua transferência para o Instituto Butantan.

Os ovos passam também por um processo de ovoscopia, para classificar e destinar somente os embriões viáveis para a produção de vacina. Os caminhões são verdadeiras incubadoras sobre rodas. Os veículos possuem equipamentos para o controle de temperatura, umidade e taxas de CO², além de terem sistema de suspensão especial para evitar qualquer dano aos embriões e possíveis trincas dos ovos.

Chegando ao Butantan, os veículos são deslacrados e após inspeção pelos técnicos do instituto são transferidos para a fábrica de vacinas.