SAÚDE

Governo seleciona novas OSs para hospitais de Jaraguá, Pirenópolis e Santa Helena

Atual gestora desistiu dos contratos. Estado garante que pacientes não ficarão desassistidos


Alexandre Bittencourt
Do Mais Goiás | Em: 06/01/2021 às 13:48:07

Hospital estadual de Jaraguá, um dos três que era gerido pelo IBGH (Foto: Governo do Estado)
Hospital estadual de Jaraguá, um dos três que era gerido pelo IBGH (Foto: Governo do Estado)

Em consequência da decisão do Instituto Brasileiro de Gestão Hospitalar (IBGH) de desistir dos contratos de gestão dos hospitais estaduais de Pirenópolis, Jaraguá e Santa Helena, o governo de Goiás anunciou que vai abrir processo para escolher uma organização social substituta.

O IBGH alegou dificuldades financeiras, impossibilidade de cumprir os contratos – todos firmados na gestão anterior – e de oferecer serviço de qualidade aos pacientes das unidades. A Secretaria de Saúde diz que, há algum tempo, já enfrentava dificuldades com o instituto. Eram frequentes as reclamações relativas a atraso no pagamento de salário e na quitação de dívidas com fornecedores – o que reflete na administração dos hospitais. A desconfiança do mercado com o IBGH virou um problema para a rede estadual de saúde, como um todo.

“Ocorrerá um processo regular, que demora um pouco mais, entre 90 e 120 dias; e um emergencial, que deve ser finalizado provavelmente na próxima semana, com vigência máxima do contrato de 180 dias. Dessa forma, não haverá nenhuma descontinuidade do serviço entregue aos goianos”, afirma o secretário estadual de Saúde, Ismael Alexandrino.

“Organizações Sociais qualificadas no Estado serão selecionadas para assumir, emergencialmente, a gestão das unidades. Pode ser uma, duas ou três instituições, não é um pacote fechado. Concomitantemente, o processo regular de chamamento público será iniciado. Para a transição, criamos uma comissão com equipe de técnicos da Secretaria para observar questões assistenciais, financeiras, contábeis, patrimoniais e de recursos humanos. Nosso trabalho é para que não haja descontinuidade dos serviços”, completa.