Conversa

Governo e oposição da Venezuela vão retornar à Noruega para diálogo

Será a primeira vez que as duas partes vão se reunir cara a cara –os representantes já haviam viajado a Oslo, mas suas reuniões aconteceram separadamente.


FolhaPress
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Do FolhaPress | Em: 26/05/2019 às 15:24:38

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na sede das Nações Unidas, em Nova York, EUA. (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress)
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, na sede das Nações Unidas, em Nova York, EUA. (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Folhapress)

A Noruega afirmou neste sábado (26) que representantes do governo da Venezuela e da oposição vão retornar a Oslo na próxima semana para dar sequência à rodada inicial de conversas, que buscam uma saída para a profunda crise instalada no país.

Será a primeira vez que as duas partes vão se reunir cara a cara –os representantes já haviam viajado a Oslo, mas suas reuniões aconteceram separadamente.

“Reiteramos nosso compromisso de continuar apoiando a procura por uma solução comum entre todas as partes na Venezuela”, disse o Ministro das Relações Exteriores do país escandinavo em uma declaração.

Em meio a pior crise sócio-econômica de sua história recente, o governo venezuelano de Nicolás Maduro e a oposição liderada por Juan Guaidó aceitaram a mediação da Noruega.

Em um discurso em Carora, no oeste de Venezuela neste sábado (25),  Guaidó  fez apenas uma referência indireta aos contatos com o governo, dizendo que a oposição não permitirá um “falso diálogo”.

“Nós fizemos tudo e vamos insistir, porque hoje, combinando todas as estratégias, todas as ferramentas, é que vamos conseguir dar o passo definitivo”, completou.

A turbulência na Venezuela se agravou neste ano depois que Juan Guaidó, líder da oposição e presidente da Assembleia Nacional, declarou-se presidente interino –o que foi reconhecido por mais de 50 países, entre o Brasil e os EUA. Guaidó afirma que as eleições venezuelanas das quais maduro saiu vencedor foram uma fraude.

Maduro, que mantém controle estatal mesmo em meio a hiperinflação e crise humanitária, chama Guaidó de uma marionete das políticas de Washington.