Do Mais Goiás

Governo de Goiás debate corte em benefícios fiscais

Revisão dos impostos decretada no dia 1 de novembro não agradou empresários goianos

O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), tem realizado reuniões com representantes de secretarias e do setor empresarial para determinar alternativas para o decreto do dia 1 de novembro, que reduziu benefícios fiscais para alguns ramos do comércio e da indústria. O corte estabelecido na data foi de 12,5%.

Durante a tarde de ontem (8), em audiência entre o governador Marconi Perillo e representantes do Fórum Empresarial de Goiás, ficou determinada que vai haver uma reunião na próxima terça-feira (14) com membros do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que determinou o corte de 12,5% para os benefícios fiscais.

O superintendente-executivo da Receita Estadual, Adonídio Neto Vieira Júnior, explicou que o corte foi consequência de uma análise realizada pelo órgão que constatou que Goiás é um dos estados brasileiros no qual os incentivos fiscais são mais elevados.

No entanto, a decisão não agradou os empresários goianos. Segundo Adonídio, a principal reivindicação dos mesmos é em relação o corte de benefícios para os frigoríficos de aves e suínos, produtores de leite e etanol. Além disso, de acordo com a categoria, a revisão do benefício vai diminuir a competitividade do Estado frente outras unidades da federação.

O superintendente explicou que já se reuniu com a Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial), com representantes do setor atacadista e com membros da Petrobras. Além disso, amanhã (10) vai se encontrar com diretores da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel).

O presidente da Adial, Otávio Lage de Siqueira Filho, afirmou que o fórum empresarial buscou o diálogo com o governador e foi prontamente recebido, como sempre ocorreu. “Sempre tivemos uma parceria muito forte”, salientou.

Após as reuniões, diz Adonídio, a Sefaz vai tentar elaborar um documento que leve em conta as demandas dos empresários e a necessidade de cortes proposta pelo TCE. Depois de formulado, o relatório deve passar pelo governador e só então ser analisado pelo tribunal.

“A questão principal é identificar aquelas cadeias de comércio que realmente estariam prejudicadas e nelas vai haver revisão do beneficio, de modo que a somatória dos cortes continue dando 12,5%”, conclui o superintendente.