Biometria

Governo cria banco de dados digitais

Programa Goiás Biométrico garante mais agilidade na elucidação de crimes




O Governo de Goiás, por meio da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, lançou nesta quinta-feira (08) o programa Goiás Biométrico. O vice-governador e titular da SSPAP, José Eliton, destaca que a medida representa um salto de qualidade no trabalho policial, sobretudo no que diz respeito à identificação de suspeitos e elucidação de crimes.

De acordo com José Eliton, este é um programa inovador e uma ferramenta tecnológica “que terá a capacidade, por meio do banco de dados, de instruir os projetos de investigação de crimes ocorridos”. Ele também destaca “que o projeto possibilita uma amplitude no rápido confronto de fragmentos de impressões digitais em locais de crimes com os arquivos do Instituto de Identificação”.

O programa, considerado o que há de mais moderno no Brasil, foi adquirido mediante contrato com o Consórcio das empresas OKI, Biológica e a japonesa NEC, proprietária do sistema AFIS. A identificação por biometria dá aos delegados de polícia mais agilidade e segurança em suas investigações e, aos juízes, uma prova inconteste quanto à identificação.

Na área civil, o Goiás Biométrico também terá a missão de emitir a nova cédula da carteira de identidade. Com a implantação do novo sistema, o prazo para emissão deve cair de 15 para três dias na capital e de 30 para uma semana, no interior.

Acompanharam a visita, o delegado-geral da Polícia Civil, Álvaro Cássio, o superintendente executivo da Secretaria de Segurança Pública e Administração Penitenciária, Coronel Edson Araújo, além de autoridades das forças policiais e o deputado federal João Campos.

O diretor do Instituto de Identificação da Polícia Civil, Antônio Maciel Filho, explicou que Goiás, juntamente com Mato Grosso do Sul, Distrito Federal e Rio Grande do Sul, serão os estados a possuírem um AFIS com capacidade para processamento civil e criminal. Em termos de capacidade, o AFIS de Goiás será o maior do País, com capacidade para registros civil e criminal.

Implantação

O sistema já começou a ser implantado e os dados já existentes no Instituto de Identificação relativos a quase um século de registros passam por um processo de digitalização. No total, 4,5 milhões de impressões digitais estarão no banco de dados. A expectativa é que em novembro todo o sistema seja digitalizado.

Quando o cidadão der entrada no pedido da primeira ou segunda via da carteira de identidade, o documento será automaticamente cadastrado no banco de dados do Instituto de Identificação da Polícia Civil da Secretaria de Segurança Pública. A coleta da impressão digital será realizada por leitores biométricos, e não mais com tinta.