Francisco Costa
Do Mais Goiás

Governadores reafirmam que Ministério da Saúde é que lidera vacinação

Segundo o governador Ronaldo Caiado, o ministério já pediu 10 milhões de doses da vacina russa

Laboratório vai produzir 8 milhões de doses de vacina russa por mês, a partir de abril
Laboratório vai produzir 8 milhões de doses de vacina russa por mês, a partir de abril (Foto: Cristiano Borges)

Em reunião com a União Química, laboratório responsável pela fabricação da vacina russa contra a Covid-19, Sputnik V, governadores endossaram a tese de que nenhum estado deve ter prioridade sobre o outro e falam em respeito ao PNI. “Já está decidido. Neste momento, quem vai comprar é o Ministério da Saúde, o governo federal. Se houver algum fornecedor futuro, nós também compraremos”, disse Renato Casagrande, do Espírito Santo. O encontro aconteceu nesta terça.

Um dos defensores dessa tese é o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), que não participou do encontro por motivos de saúde. No Twitter, o governador disse: “Hoje não pude participar da reunião entre o Fórum dos Governadores e a farmacêutica União Química em Brasília em função de um quadro febril, mas trago boas novas. Após autorização da Anvisa, será possível produzir 8 milhões/mês de doses da vacina Sputnik V no Brasil.”

Ele disse também: “O pedido de uso emergencial de 10 milhões de doses já foi protocolado e assim que for aprovado será entregue ao Min. da Saúde, dando continuidade ao Plano Nacional de Imunização. Continuaremos somando forças para virar essa página triste da nossa história.”

Produção de doses

O presidente da farmacêutica, Fernando de Castro Marques, afirmou que, a partir de abril, será possível ter produção mensal de 8 milhões de doses do imunizante por mês. O governo federal, até o momento, se comprometeu a adquirir 10 milhões.

O presidente da União Química, Fernando Marques, informou, ainda, que o laboratório está com dois cientistas russos acompanhando a última fase. “Dia 8, segue para Moscou para certificação e aprovação. Daí, pedimos a inspeção da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para começar o processo industrial do IFA no Brasil”, disse Marques.