Do Mais Goiás

Goiás registra aumento de 43,2% nos casos de coronavírus em setembro

Crescimento foi menor do que no mês de agosto. Média de óbitos é de 47 por dia

Apenas três municípios goianos não têm casos de Covid-19 - coronarvírus

O número de óbitos por coronavírus cresceu 43,2% durante o mês de setembro em Goiás, de acordo com os dados divulgados pela Secretaria de Estado da Saúde (SES)*. O acumulado agora é de 4.672, contra 3.262 do primeiro dia do mês.  No total, foram 1.410 mortes registradas no período, o que representa 30,2% de todos os registros desde o início da pandemia.

Já o número de casos saiu de 138.701 para 209.785, um aumento de 51,2%. Foram confirmados 71.084 novos casos da doença no mês. Isso significa que 33,9 % das confirmações da doença aconteceram em setembro.

Os dados mostram que o número de casos cresceu numa velocidade mais baixa em setembro, comparando com o mês de agosto, quando o número de casos cresceu 90,4% e o número de mortes 83%. O percentual diminuiu também nas maiores cidades do estado, em Rio Verde e no entorno de Brasília.

Apesar disso, a média de casos e óbitos por dia continua subindo. Os dados mostram que morreram, em média 47 pessoas por dia por causa da Covid-19 em setembro, contra 45,3 do mês de agosto. Além disso, foram registrados 2.369,4 casos diários da doença. No mês passado a média foi de 2.032,9.

Proporcionalmente, o período em que foram registrados mais casos da doença foi entre os dias 10 e 17 de setembro. Na semana em questão, as confirmações aumentaram 12,6%, saindo de 157.180 para 177.483. Já o número de óbitos cresceu mais entre os dias 17 e 25 de setembro, saindo de 3.995 para 4.356, um aumento de 13,5%.

Coronavírus nas principais cidades

Entre as três maiores cidades do estado, a que apresentou maior aumento proporcional foi Anápolis. Lá, o número de casos chegou a 11.045, um crescimento de 91,4% no mês. Este percentual é menor do que o aferido em agosto (114,8%). O número de óbitos no município em dia 30 setembro foi de 271, o que representa um crescimento de 55,7%.

A capital registrou um crescimento de 62,5% no número de casos. Em agosto, o aumento foi de 89,8%. Já o número de óbitos saltou de 927 para 1.382 ao longo do período. Isso representa um aumento de 49,1%. Goiânia continua a ser o epicentro da Covid-19 no Estado, concentrando 25,9% dos casos confirmados.

Em Aparecida de Goiânia, o número de casos saiu de 19.215 para 30.754, o que representa um crescimento de 60,1%. O percentual também é menor do que o registrado no mês de agosto (79,5%). Já o número de óbitos na cidade saiu de 366 para 461, o que representa um aumento de 26%.

Rio Verde

O município de Rio Verde, no Sudoeste do Estado, continua terceira posição em número de casos no estado, perdendo para Goiânia e Aparecida de Goiânia. Na cidade foram confirmados 2.207 casos em setembro, o que representa um aumento de 24,4%. Foram registrados 60 óbitos no período, um crescimento de 33,7%.

Coronavírus no entorno do DF

Na região do entorno de Brasília foram registrados 7.650 casos no dia 30 de setembro. Houve um aumento de 39,7% no mês. Assim como no estado, o crescimento foi menor do que o registrado em julho (87,9%). Além disso, 160 pessoas morreram por causa da doença ao longo do mês, contra 201 em julho. O aumento foi de 31,6%.

Dois dos 19 municípios da microrregião ultrapassaram os 5 mil casos confirmados em setembro: Valparaíso de Goiás (5.516) e Luziânia (5.000). Além disso, Águas Lindas de Goiás ultrapassou os 3 mil casos (3.435). Águas Lindas de Goiás também possui o maior número de mortes por coronavírus. Lá o número de óbitos saiu de 98 para 118 no mês de setembro.

Isolamento social diminui

O índice de isolamento social diminuiu no mês, comparando com agosto. O percentual registrado pela empresa de georreferenciamento In Loco no dia 1º foi de 36,1%, contra 30,7% no dia 30. Em média o índice em Goiás foi de 33,4%, contra 36,7% do mês passado. O estado continua a ter o segundo pior isolamento do país, perdendo apenas para o Tocantins 29,5%.

*Os dados foram colhidos no painel digital da SES ao longo da semana. A reportagem coletou os números, dia a dia, às 16 horas. Os dados da SES e das prefeituras podem ser diferentes.