SURTO DE COVID

Goiás lembra que passou por mesma situação de Flamengo e jogou

“A regra deve valer para todos e tem que ser aplicada e acatada dentro do mundo desportivo"


Francisco Costa
Do Mais Goiás | Em: 27/09/2020 às 16:36:02

(Foto: Facebook/Flamengo)
(Foto: Facebook/Flamengo)

O Flamengo não queria jogar com o Palmeiras nesta tarde de domingo (27), por causa de um surto de Covid-19 no clube, mas o Tribunal Superior do Trabalho (TST) deferiu recurso da CBF e acatou o pedido pela realização da partida, no Allianz Parque, em São Paulo. O Goiás aproveitou o momento para lembrar que passou pela mesma situação e que também jogou.

“O Goiás Esporte Clube chegou a ter 18 atletas e membros da Comissão Técnica contaminados pela Covid-19, mas mesmo assim fomos para os jogos contra Athletico e Palmeiras, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaríamos”, divulgou em nota.

Sobre a partida suspensa contra o São Paulo, o clube goiano justificou que não teve jogo, porque eles foram avisados no dia do jogo do resultado dos exames e isso configura um descumprimento do protocolo. “A regra deve valer para todos e tem que ser aplicada e acatada dentro do mundo desportivo, sob pena de tumultuarmos o campeonato e gerarmos prejuízo às nossas marcas e a todos que compram nossos jogos, em especial, as emissoras que transmitem”, disse ainda.

O Flamengo tem, atualmente, 33 casos de Covid-19 (jogadores, comissão técnica e diretoria). Atletas são 19, segundo O Dia. Anteriormente, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT-RJ) havia suspendido a partida e proibido o rubro-negro de treinar por 15 dias.

Confira a nota do Goiás na íntegra:

“O Goiás Esporte Clube chegou a ter 18 atletas e membros da Comissão Técnica contaminados pela Covid-19, mas mesmo assim fomos para os jogos contra Athletico e Palmeiras, mesmo sabendo das dificuldades que enfrentaríamos.

Só não jogamos contra o São Paulo, importante salientar, porque nos avisaram no dia do jogo do resultado dos exames, e portanto, houve um descumprimento do protocolo.

A regra deve valer para todos e tem que ser aplicada e acatada dentro do mundo desportivo, sob pena de tumultuarmos o campeonato e gerarmos prejuízo às nossas marcas e a todos que compram nossos jogos, em especial, as emissoras que transmitem.

Sabíamos que não seria fácil, estamos jogando no meio da pandemia. Mas se a decisão é jogar, que façamos isso cumprindo o que foi acordado e editado pela CBF e pelos clubes.

O Goiás Esporte Clube vai continuar acatando as normas desportivas e não irá à Justiça Comum buscar qualquer benefício e nem concordará com essa intromissão.

O que queremos é que as regras e os benefícios sejam de todos e para todos, e não haja privilégio.”