Do Mais Goiás

Goiânia é a capital com o maior aumento de preços de imóveis

Segundo o Índice FipeZap Ampliado, o valor do metro quadrado na cidade goiana subiu 9,1% no acumulado do ano, acima da média nacional (4,8%)

//
//

O preço médio anunciado dos imóveis residenciais no país continua subindo em um ritmo superior ao da inflação, embora venha perdendo força mês a mês. Entre janeiro e agosto, o valor médio do metro quadrado de 20 grandes cidades brasileiras aumentou 4,8%, para 7.415 reais, segundo o Índice FipeZap Ampliado, divulgado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) nesta quarta-feira. A alta real foi de 0,8 ponto porcentual, ou seja, já descontando a inflação esperada para o período, de 4%, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Dentre as vinte cidades analisadas pela pesquisa FipeZap, as maiores altas entre janeiro e agosto foram registradas em Goiânia (9,1%), Vitória (8,3%) e Campinas (7,0%). No caso de São Paulo e Rio, maiores mercados imobiliários do país, as altas foram de 5,9% e 6,1%, respectivamente. Em outras cidades, porém, o valor dos imóveis subiu menos que a inflação, ou seja, tiveram queda real, como Contagem (2,92%), Porto Alegre (2,22%), Santos (1,53%) e Curitiba (0,01%). Brasília foi a única com redução nominal, com queda de 1,1%.

Menos gás – Mas, a despeito do aumento, os preços estão perdendo fôlego. No acumulado dos últimos doze meses até agosto, esta é a nona desaceleração consecutiva, para 9,9%. “É natural que os ciclos econômicos tenham momentos de euforia, seguidos por momentos de calmaria”, avaliou o economista da Fipe, Bruno Oliva. “Daqui para a frente, acreditamos que os preços vão se acomodar, sem altas nem quedas expressivas”.

Ele explica que a disparada nos preços teve seu auge por volta de 2011 e 2012, impulsionada pelas melhoras nas taxas de juros e prazos dos empréstimos imobiliários, além de incremento da renda e do emprego da população. Mas, nos anos seguintes o cenário se acomodou, com muitos empreendimentos foram concluídos, atendendo boa parte da demanda.