Tragédia

Goiana é uma das vítimas encontradas mortas em apartamento no Chile; família faz vaquinha virtual para translado dos corpos

Grupo foi encontrado morto dentro do apartamento em Santiago. Autoridades locais acreditam que família foi exposta ao monóxido de carbono


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 23/05/2019 às 17:28:15

Adriana e Jonathas moravam em Hortolândia (SP) (Foto: Arquivo Pessoal)
Adriana e Jonathas moravam em Hortolândia (SP) (Foto: Arquivo Pessoal)

A goiana Adriana Kruger, de 27 anos, é uma das seis vítimas que foram encontradas mortas dentro de um apartamento em Santiago, no Chile. Diante a situação, familiares criaram uma vaquinha virtual para trazer os corpos dos brasileiros para serem velados no país. A família morreu após inalar um gás e autoridades chilenas acreditam que a substância trata-se de monóxido de carbono.

Até o final desta reportagem, a ajuda contava com a doação de R$ 8.475. O objetivo é de R$ 100 mil. A goiana era formada pela Universidade Regional de Blumenau e casada com Jonathas Nascimento, de 30 anos, e moravam em Hortolândia (SP) desde 2016. Jonathas era chefe do Departamento Pessoal do Instituto Adventista de Tecnologia (IATec). A empresa lamentou a morte do funcionário em nota publicada no site da empresa.

Além do casal, também morreram Débora Muniz Nascimento de Souza, de 38 anos, Fabiano de Souza, de 41, Karoliny Nascimento de Souza, de 14, e Felipe Nascimento de Souza, de 13. Ao portal de notícias G1, uma prima de Jonathas e Débora, que eram irmãos, informou que a família estava na capital chilena para comemorar, nesta sexta-feira (24), o aniversário de 15 anos de Karoliny. Por sua vez, Jonathas e Adriana aproveitavam férias.

Porém, a volta da família teria sido antecipada devido ao fato de Iete Isabel Muniz, mãe de Jonathas e Débora, ter falecido em decorrência de um câncer, em Santa Catarina. Parentes teriam avisado as vítimas sobre a morte da matriarca, mas perderam o contato em seguida. A mulher foi cremada e enterrada na manhã desta quinta-feira (23), em Palhoça (SC).

Segundo o Itamaraty, um diplomata do Consulado do Brasil em Santiago foi alertado por um delegado brasileiro sobre o incidente da família após o mesmo ter sido informado sobre a fatalidade por parentes das vítimas. De acordo com a imprensa local, o diplomata foi responsável por chamar a polícia.

O comandante da polícia chilena, Rodrigo Soto, informou ao jornal “El Mercúrio” que, aos entrarem no apartamento, os policiais encontraram um forte cheiro de gás. Os bombeiros realizam perícia no imóvel, mas trabalham com três hipóteses para o incidente: pode ter vazado do aquecedor de água, do aquecedor geral ou gás de cozinha. Outra situação ainda imprecisa é por quanto tempo que os brasileiros ficaram expostos ao gás.

Família catarinense que morreu em Santiago (Foto: Arquivo Pessoal)