No aeroporto

Goiana é presa na Espanha suspeita de tráfico e família tenta contato com autoridades

Sem muitas informações, brasileiros estão aflitos, porque não sabem o que pode acontecer com jovem de 21 anos, e fez contato com ela apenas uma vez, desde a prisão


Jairo Menezes
Do Mais Goiás | Em: 29/06/2018 às 18:43:04

(Foto: André Kosters/ Lusa / Reprodução)
(Foto: André Kosters/ Lusa / Reprodução)

Família de goiana está aflita após saber de prisão de jovem por suspeita de tráfico em solo espanhol. A goiana, identificada apenas como Débora Freitas, de 21 anos, está presa em Madri, capital da Espanha, desde quinta-feira, 28, por tráfico internacional de drogas. A família descobriu no mesmo dia, depois que ela entrou em contato para informar da prisão. A própria mãe foi a primeira a saber do fato, e entrou em desespero, porque a família goiana nunca imaginou algum envolvimento da jovem com drogas. Autoridades espanholas não comentam ainda o fato.

Informações ainda não confirmadas pelas autoridades do País europeu dão conta de que a goiana estava em posse de cocaína, mas nem a família sabe ainda qual o entorpecente que a jovem estava em posse. O governo de Goiás foi procurado, mas como não havia muita autonomia para a competência dos governantes, orientaram a família a buscar o Itamaraty.

Ainda não houve manifestação oficial por parte do Itamaraty, que deve se pronunciar em poucas horas, segundo a Assessoria de Comunicação Social. A Reportagem entrou em contato com a família, que preferiu não se pronunciar oficialmente, e já está com um advogado criminalista levantando informações sobre o fato.

Outro caso

Não é a primeira vez que uma goiana é presa no exterior após transportar drogas na bagagem. Também acusada de tráfico de drogas, Yasmin Fernandes Silva foi presa em outubro de 2016, nas Filipinas, após transportar seis quilos de cocaína com destino a Dubai, mas foi detida em Manila, onde está presa até agora. Inicialmente se pensava, pela política de enfrentamento ao tráfico na cidade, que ela seria condenada à morte — esse tipo de condenação foi extinta em 2006, mas em 2016 a Câmara das Filipinas aprovou um projeto de lei que retoma o fuzilamento, mas ainda aguarda sanção.

Se condenada, Yasmin pode pegar até 40 anos. A promotora que está no caso da brasileira já informou que pretende pedir condenação de 30 anos.