Extorsão

Goiana é presa em São Paulo após forjar o próprio sequestro e pedir R$ 100 mil de resgate

Mulher estava hospedada em Santo André e fazia contato com o marido pelo celular. Ele chegou a enviar fotos dela mesma amordaçada para forçar o pagamento do resgate


Joao Paulo Alexandre
Do Mais Goiás | Em: 02/06/2018 às 15:30:13

Imagem que a mulher utilizou para forjar o seu sequestro (Foto: Divulgação/ PC)
Imagem que a mulher utilizou para forjar o seu sequestro (Foto: Divulgação/ PC)

Uma mulher de 26 anos, moradora de São Francisco de Goiás, a cerca de 96 quilômetros de Goiânia, foi presa em São Paulo após simular o próprio sequestro para extorquir o marido. O caso foi registrado na Polícia Civil de Jaraguá e, após compartilhamento de informações, descobriram que a mulher estava na cidade de Santo André.

Segundo o delegado Glênio Ricardo, o marido e a pai da mulher foram à delegacia para registrar ocorrência após receberem fotos da suspeita amordaçada e amarrada. “Para a libertação dela, o valor do resgate era de R$ 100 mil. Logo após isso, passamos a monitorar o celular do marido, já que foi por onde os ‘sequestradores’ mantinham contato”, destaca.

Para ajudar nas investigações, o delegado acionou a Delegacia Estadual de Investigações Criminal (Deic), Grupo antissequestro e o Serviço de Inteligência. Imagens de câmeras de segurança do aeroporto também ajudaram a encontrar o paradeiro da mulher. “Com a troca de informações, conseguimos constatar que ela estava em um hotel de Santo André, no qual a passagem para a cidade estava comprada desde o último dia 9 de maio”, relata.

Câmeras do aeroporto flagraram a mulher e auxiliou a polícia a encontrar o seu paradeiro (Foto: PC)

Após acionar a Polícia Civil paulista, os agentes constaram que a mulher estava bem e que não tinha indícios de comparsas ou sequestradores. O delegado disse ainda que o marido da suspeita relatou que ela estava com dívidas de cerca de R$ 10 mil na cidade e essa pode ser uma das motivações do crime.

A apuração do crime foi feita em conjunto entre as Polícias Civil de Goiás e São Paulo, mas devido ela ter sido presa em Santo André, o caso ficará com a delegacia e o judiciário paulista. “Aqui ela poderia responder por extorsão e comunicação falsa de crime, mas vai depender da análise jurídica do delegado responsável. Para nós, o caso está encerrado”, conclui Glênio.