Repercussão

Globo: afirmações da mãe de DG “não têm fundamento”

Maria de Fátima acusa Regina Casé e o Esquenta! de terem "se aproveitado" do assassinato de seu filho





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A TV Globo resolveu se posicionar nesta segunda-feira sobre a polêmica envolvendo Regina Casé, apresentadora do programa Esquenta!, e a família do ex-dançarino DG. Rebatendo as críticas feitas por Maria de Fátima Silva, mãe do jovem, a emissora afirmou que “entende sua dor”, mas que as denúncias “não têm fundamento”.

“A Globo entende a dor de dona Maria de Fátima da Silva, mas as afirmações durante o debate do evento Sernegra não tem fundamento. Dona Maria de Fátima teve e tem todo o apoio da Globo e a solidariedade de Regina Casé e sua equipe”, diz um comunicado enviado à imprensa.

Entenda o caso

Neste domigo (23/11), foi publicado no Youtube um vídeo em que Maria de Fátima aparece comentando o tratamento que a mídia deu ao assassinato de seu filho, morto em abril deste ano durante ação da polícia militar na comunidade do Pavão-Pavãozinho, no Rio de Janeiro. Na gravação, ela critica publicamente, pela primeira vez, a apresentadora global – que, dias depois do assassinato, organizou um programa de homenagem a DG.

“Praticamente me arrancaram da minha casa e me levaram para a TV. A senhora Regina Casé e a produtora do programa Esquenta! limitaram o que eu devia falar. Eu só ‘deveria responder o que me perguntassem’ (…). Quando eu tentava falar sobre a violência da polícia, era cortada. Regina é uma farsa, uma artista, uma mentirosa”, diz.

Em seu depoimento (feito na quinta-feira passada durante a Semana de Reflexões sobre Negritude, Gênero e Raça, evento promovido pelo Grupo de Estudos Culturais em Gênero, Raça e Classe do Instituto Federal de Brasília), ela contou ainda que teve acesso a uma agenda da produção do programa em que encontrou um esboço do roteiro da gravação. “Não pode falar que foi a polícia” e “Solta fotos sensacionalistas para a mãe chorar” eram alguns dos tópicos escritos. Além disso, Regina teria escrito em outra página que “nunca foi sua vontade fazer programa para pobre e periferia”.

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