Abuso

Ginecologista suspeito de abuso está afastado desde dezembro

Segundo a advogada do hospital, o médico não era funcionário da unidade e apenas alugava uma sala e o centro cirúrgico


Juliana França
Do Mais Goiás | Em: 26/01/2018 às 18:16:38

Ginecologista Joaquim de Souza Lima Neto responderá por violação sexual mediante fraude, estupro e falsidade ideológica. (Foto: Divulgação/Polícia Civil
Ginecologista Joaquim de Souza Lima Neto responderá por violação sexual mediante fraude, estupro e falsidade ideológica. (Foto: Divulgação/Polícia Civil

O ginecologista suspeito de abusar sexualmente de pacientes em Goiânia, Joaquim de Souza Lima Neto, de 58 anos, está afastado do Hospital São Lucas desde dezembro do ano passado. Mais de 20 mulheres já denunciaram o suspeito, mas ele continua negando os crimes.

Segundo a advogada do hospital, Roberta Siqueira, a direção do hospital só soube das denúncias no dia 27 de dezembro, após ser procurada pela delegada Ana Elisa Gomes Martins, responsável pelas investigações. Na ocasião, o hospital encerrou o contrato de locação com o médico e o afastou do corpo clínico da unidade.

Roberta explicou ainda que o médico não era funcionário da unidade e apenas alugava uma sala e o centro cirúrgico. “É uma relação de prestação de serviço, não existe nenhum tipo de relação empregatícia entre hospital e médico”, disse a advogada.

Entenda o caso

Joaquim de Souza Lima Neto, de 58 anos, foi preso nesta terça-feira (23) pelo envolvimento em casos de abuso sexual. Condenado em 2015 por crime de violação sexual mediante fraude, o suspeito recorreu da sentença e continuava trabalhando normalmente.

De acordo com a delegada Ana Elisa Gomes Martins, responsável pelo caso, Joaquim cometeu mais três abusos em 2017, quando submeteu uma das vítimas à prática de sexo oral durante uma de suas consultas. “Ele nega a participação nos casos, chama os relatos de mentirosos e afirma que é extremamente ético durante os atendimentos. É a tese adotada pela defesa: desqualificar as vítimas”, sublinhou a delegada.

O Conselho Regional de Medicina do Estado de Goiá (Cremego) informou, por meio de nota, que irá apurar os fatos. “[A entidade] dará celeridade à apuração em razão da gravidade do que já foi divulgado, e que, quando da posse da documentação concernente, dará prosseguimento às providências cabíveis”, sublinhou o texto.