Cidades

Gerente de banco é liberado após acordo de não persecução penal, em Formosa

Investigado foi preso em cumprimento de um dos mandados de prisão. Ele concordou com o acordo de confissão e a pena foi de R$30 mil


Juliana França

Do Mais Goiás | Em: 29/11/2018 às 17:25:48


Operação foi deflagrada nesta quinta-feira (29). (Foto: Ministério Público)
Operação foi deflagrada nesta quinta-feira (29). (Foto: Ministério Público)

Um gerente do Banco do Brasil, investigado durante a terceira fase da Operação Mãos à Obra, foi preso e liberado em Formosa nesta quinta-feira (29), após acordo de não persecução penal. A pena foi o pagamento do valor de R$ 30 mil, que correspondem a dez vezes o valor do dinheiro obtido ilicitamente pelo gerente.

O acordo apresentado pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) foi o de confissão da prática do crime de corrupção passiva pelo investigado, com a aplicação, como punição, de uma pena restritiva de direitos. A proposta foi feita pelo responsável pela investigação, o promotor Rafael Simonetti, da 4ª Promotoria de Planaltina de Goiás.

O objetivo da ação, deflagrada na manhã desta quinta-feira (29), é apurar irregularidades detectadas em contratos na Câmara Municipal de Planaltina de Goiás. Foram cumpridos dois mandados de prisão e dois de busca e apreensão em residências do ex-gestor de Contratos da Câmara Municipal de Planaltina de Goiás e de um gerente do Banco do Brasil.

Durante as investigações, o MP detectou que o ex-gestor utilizou sua ligação com o servidor do Banco do Brasil para descontar cheques da Câmara, com fraude no endosso para sacar dinheiro em espécie e repasse de uma porcentagem para o gerente.

Mãos à Obra

Esta é a terceira etapa da operação que foi deflagrada inicialmente no início do mês de novembro em Planaltina de Goiás e que culminou com a prisão do então prefeito da cidade, Pastor André. Na época da apuração dos fatos, ele era presidente da Câmara de Planaltina e teria fraudado contratações de empresas e superfaturado obras, além de ter desviado recursos do erário.

Além de André, empresários e servidores da Câmara de Planaltina também foram presos. Já a segunda fase foi deflagrada na última semana em Planaltina, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão na sede da Câmara de Planaltina.