Garoto de Aparecida espera cirurgia de hérnia inguinal há quatro anos

Bruno Clemente nasceu com deficiência e precisa da cirurgia para ter qualidade de vida

Bruno Clemente espera por uma cirurgia para retirada de hérnia na virilha desde 2018 (Foto: Arquivo pessoal)
Bruno Clemente espera por uma cirurgia para retirada de hérnia na virilha desde 2018 (Foto: Arquivo pessoal)

Um garoto de 7 anos espera há quatro anos por procedimento cirúrgico que vai retirar uma hérnia na virilha dele. Bruno Clemente é deficiente e sente dores severas devido à hérnia inguinal. A mãe do garoto, Cosma Dias, diz que deu entrada com o pedido de cirurgia em Aparecida em 2017.

A prefeitura de Aparecida alega que o pedido de cirurgia foi encaminhado para o Centro Estadual de Reabilitação e Readaptação Dr Henrique Santillo (Crer) em 2018.

A mãe da criança, que trabalha como diarista, diz que “já não aguenta mais ver seu filho com dores” causadas pela hérnia. Ela afirma o menino não consegue estudar há dias. Bruno Clemente tem deficiência. Assim que nasceu, passou 30 dias internado na UTI por falta de oxigenação no cérebro.

Cirurgia de hérnia na rede particular

Cosma afirma que não tem condições de pagar a cirurgia na rede particular e que enfrentou dificuldade para conseguir trabalhar durante a pandemia. “A Covid-19 levou uma ex-patroa minha, que era muito boa. Ela adoeceu e morreu. Desde então tem sido muito difícil”, lamenta. A mãe da criança ainda diz que não recebe ajuda financeira de ninguém. “O pai da criança também não ajuda em nada”.

Em nota, a Secretaria de Saúde de Aparecida (SMS) alega que o pedido de cirurgia do paciente Bruno Clemente foi encaminhado no dia 15 de maio de 2018 para o hospital Crer, em Goiânia, unidade referência para o caso em questão.

A pasta ainda afirma que desde que o procedimento foi encaminhado ao hospital estadual, cabe à unidade de saúde agendar a cirurgia para retirada de hérnia inguinal.

Longa espera

Cosma diz que a cirurgia de Bruno seria feita no Crer, mas não tem notícias agradáveis sobre a fila de espera na unidade de saúde.

Segundo a mãe de Bruno, a última informação que teve do hospital era de que a fila estava enorme e que não resta mais nada a ser feito, além de esperar. Bruno nunca foi atendido em uma consulta na unidade de saúde.