Funcionário dos Correios é indiciado por uso indevido de cartões de crédito, em Formosa

Polícia Civil recebeu informações que usuários dos serviços do Correio não estariam recebendo seus cartões de crédito, mas que estes estariam sendo usados em compras


Juliana França
Do Mais Goiás | Em: 26/02/2018 às 17:06:44

Inquérito policial foi concluído nesta segunda-feira (26). (Foto: Polícia Civil)
Inquérito policial foi concluído nesta segunda-feira (26). (Foto: Polícia Civil)

Um funcionário dos Correios foi indiciado pelos crimes de corrupção passiva, falsa identidade e estelionato na manhã desta segunda-feira (26), em Formosa. A Polícia Civil do município concluiu o inquérito policial que investigava o uso indevido de cartões de créditos de diversas vítimas da região.

As investigações concluíram que o responsável pela utilização dos cartões de crédito é W.F.F., de 36 anos, empregado público da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Segundo o delegado responsável pelo caso, José Antônio Sena, o investigado, ao efetuar a entrega das encomendas, se apropriava indevidamente dos cartões e realizava a habilitação para posteriormente efetuar reiteradas compras.

“Recebemos informações que usuários dos serviços do Correio não estariam recebendo seus cartões de crédito, mas que estes estariam sendo usados em compras. Durante as investigações conseguimos identificar o local em que as compras eram efetuadas e com isso conseguimos imagens das câmeras de segurança para identificar quem estava utilizando os cartões”, explicou José Antônio.

Na última sexta-feira (23), a equipe policial realizou busca e apreensão na residência do suspeito e encontrou diversas notas que comprovaram as compras ilícitas. “Foi encontrado um cupom fiscal de aproximadamente R$ 600 de compra, bem como uma bermuda, ainda com etiqueta, adquirida na mesma semana, avaliada em R$ 360, comprada com o cartão de uma das vítimas”, contou o delegado.

Segundo José Antônio Sena, o prejuízo total provocado pelo golpe gira em torno de R$ 30 mil. O delegado contou que em alguns casos ele usou e entregou o cartão, mas em outros ele nem chegou a entregar. “O funcionário realizava as compras uniformizado. Em algumas compras ele se passava pelo titular do cartão, em outras ele dizia que era algum amigo do titular do catão, pelo fato de ser uma cidade pequena”, explicou.