Lava Jato

Funaro cita Alexandre Baldy e Sandes Junior em delação

O deputado federal é apontado como membro de uma forte bancada de Eduardo Cunha na Câmara dos Deputados


Karla Araujo
Do Mais Goiás | Em: 08/11/2017 às 18:07:16

Deputado federal teria o respaldo dos partidos do Centrão (Foto: Divulgação)
Deputado federal teria o respaldo dos partidos do Centrão (Foto: Divulgação)

Duas personalidades de Goiás foram citadas pelo doleiro Lúcio Funaro em sua delação da Operação Lava Jato. O deputado federal Alexandre Baldy (Podemos) é apontado como um dos membros de “uma bancada muito forte” do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha. Já o ex-deputado Sandes Junior (PP) é lembrado como um parlamentar que propunha matérias de cunho tributário em projetos e medidas provisórias para favorecer empresas.

Baldy também é citado em outro ponto da delação como participante em ações no Congresso que tinham como objetivo beneficiar a empresa Hypermarcas. O nome do parlamentar foi citado pela terceira vez como membro da bancada de Cunha na Câmara.

Por nota, Baldy afirma que Funaro foi “irresponsável por falar de situações e pessoas que não conhecia e contraditório e confuso em suas colocações”. O deputado afirma que nunca se encontrou com o doleiro e nunca participou de qualquer reunião em que ele estava.

No texto, Baldy disse ainda que nunca participou ou se beneficiou de tráfico de influência. “Jamais recebi cargo nenhum na gestão de Cunha e muito menos relatorias, como prova, todos podem ver que não obtive qualquer relatoria de Plenário ou fui autor de qualquer matéria de grande expressão na época da gestão de Cunha”, escreveu o deputado, que negou qualquer tratativa no Congresso em favor da empresa Hypermarcas.

Também por nota, Sandes Junior disse que durante todos os seus mandatos apresentou apenas uma emenda em projetos da área tributária. “A informação do Funaro não retrata a realidade, como documentos da Câmara podem provar”, disse o ex-deputado.

Funaro é testemunha-chave em processos que envolvem o deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima.