Saúde

Fumaça de incenso pode ser mais tóxica que a de cigarro, alerta pesquisa

O estudo avaliou os riscos à saúde proporcionados pelo uso de incenso em ambientes fechados e também fez uma comparação com os efeitos do cigarro no organismo.





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Em breve, as embalagens de incenso podem vir com advertências do Ministério da Saúde bem parecidas com as que encontramos hoje nos maços de cigarro.

Ao menos é o que se pode deduzir de uma pesquisa inédita realizada pela Universidade de Tecnologia do Sul da China, publicada na última segunda (24/08) no periódico Environmental Chemistry Letters.

O estudo avaliou os riscos à saúde proporcionados pelo uso de incenso em ambientes fechados e também fez uma comparação com os efeitos do cigarro no organismo.

Já se sabia que o processo de queima do incenso libera partículas no ar que podem ser inaladas e provocar reações inflamatórias nos pulmões. Mas desta vez, os pesquisadores chegaram a resultados ainda mais surpreendentes. Os testes com as duas fumaças foram feitos em amostras de bactéria Salmonella e em células do ovário de hamsters chineses.

A fumaça resultante do incenso se mostrou mais tóxica em três aspectos: ela é mais mutagênica, ou seja, suas propriedades químicas podem causar mutações genéticas no DNA; ela também é mais citotóxica e genotóxica, causando maiores danos às células, sobretudo ao material genético. Todas essas toxinas estão relacionadas ao desenvolvimento de câncer.

As quatro amostras de incenso testadas eram feitas à base de sândalo e agar e continham ao todo 64 compostos. A maioria deles só provoca irritações ou são levemente danosos, mas ingredientes contidos em duas das amostras eram altamente tóxicos. Vale frisar que o estudo foi feito em parceria com uma empresa de tabaco chinesa, o que já levanta algumas suspeitas sobre sua credibilidade. O conteúdo do artigo, entretanto, aparenta ser isento. (Da Revista Galileu)

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