Prejuízo

Fotógrafo tem equipamento furtado durante ensaio publicitário no Setor Marista

Celular de produtor e bolsa de modelo também foram levados; até o momento, apenas a mochila foi recuperada. Prejuízo ultrapassa o s R$ 20 mil


Hugo Oliveira
Do Mais Goiás | Em: 23/05/2018 às 13:10:47

Câmera flagra homem abrindo carro, retirando mochila com itens e fugindo na sequência (Foto: reprodução/vídeo)
Câmera flagra homem abrindo carro, retirando mochila com itens e fugindo na sequência (Foto: reprodução/vídeo)

Um fotógrafo teve seu equipamento de trabalho furtado enquanto realizava ensaio para uma campanha publicitária no Setor Marista. Uma mochila com três lentes profissionais da marca Canon, cartões de memória e baterias foi levada. A bolsa de uma modelo e o celular do produtor também foram subtraídos. A ocorrência foi registrada na Polícia Civil, mas, até o momento, apenas a mochila do profissional foi recuperada.

A fuga do bandido foi flagrada por uma câmera de segurança da rua 1.131. Nas imagens, ao fundo, é possível ver o bandido pegando os materiais de uma caminhonete e arrancando com o carro, um Cobalt Bege com placa de Brasília. Segundo a vítima, Nelson Pacheco, a mochila tinha sido deixada no carro da cliente dele, que estava na frente de uma casa realizando o serviço.

“Eu estava de costas para o carro e não percebi que alguém estava nos observando. Por sorte uma pessoa que estava do outro lado da rua viu tudo e gritou. Foi quando nós dois saímos correndo em direção ao carro do bandido para tentar recuperar os itens, mas ele quase me atropelou e fugiu”.

Nas imagens é possível notar que antes de praticar o crime, o motorista do Cobalt observa a situação e até contorna o quarteirão. “Ele deu a volta, estacionou atrás do carro da minha cliente e, quando viu que estávamos de costas, abriu a porta do carro, pegou os itens e fugiu”. Assista ao vídeo:

As lentes, segundo o fotógrafo são específicas e estão avaliadas em cerca de R$ 20 mil. “Por sorte, a câmera e o cartão de memória onde estavam as fotos da campanha estavam comigo, senão também teria perdido”, observa. A mochila foi deixada pelo bandido em uma caçamba de entulhos no Setor Alto da Glória. “Uma mulher passou, viu a mochila, encontrou meus contatos e me entregou. Mal sabe o bandido que a mochila também é cara”, brinca.

O fotógrafo recebeu ajuda de um policial militar da agência de inteligência da corporação. Ele, que não quis ter o nome revelado, afirmou que o veículo provavelmente era “finan”. “A placa é de Brasília. Checamos o endereço cadastrado e ele não existe. Provavelmente é um carro finan, vendido a preço de banana e utilizado por bandidos para cometer delitos”.

De acordo com o policial, eletrônicos produtos de furtos e roubos costumam ser vendidos pela internet. “Compartilhei os dados do veículo com policiais que realizam patrulhamento e reforcei para o fotógrafo que ficasse atento nos sites de venda mais acessados para ver se encontra alguma publicação sobre o material. Assim será possível localizar o autor”.

Nelson revela que o furto ocorreu justamente no dia em que não contratou segurança para monitorar o equipamento. “Costumo contratar, mas fotos externas não estavam previstas no briefing. O trabalho seria desenvolvido dentro de um bar, fechado, mas a cliente solicitou, de última hora, que fizéssemos fotos na parte externa de uma casa, onde tudo aconteceu”.

Apesar de não ser suficiente, o equipamento que restou – uma câmera, uma lente e um cartão de memória – será utilizado para recuperar o prejuízo. “Tenho apenas esses itens, foi o que me restou. Agora vou trabalhar dobrado para recuperar, mas amigos estão me ajudando também”, conclui.