Religião e Política

“Flordelis e Everaldo, vão com Deus!”, diz Haddad após prisão de pastor

"Espero que o charlatanismo que tomou conta deste país comece a ser desmontado. Não se mistura religião e política sem produzir o caos", completou


FolhaPress
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Do FolhaPress | Em: 28/08/2020 às 11:11:35

(Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo)
(Foto: Alexandre Brum/Enquadrar/Estadão Conteúdo)

Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e candidato do PT à Presidência nas últimas eleições, criticou a união entre religião e política ao comentar os casos da deputada federal Flordelis (PSD) – denunciada durante a semana como mandante do assassinato do próprio marido – e do pastor Everaldo, presidente do PSC, que foi preso nesta sexta-feira (28).

“Espero que o charlatanismo que tomou conta deste país comece a ser desmontado. Não se mistura religião e política sem produzir o caos. Flordelis e Everaldo, vão com Deus!”, escreveu Haddad em seu perfil no Twitter.

Espero que o charlatanismo que tomou conta deste país comece a ser desmontado. Não se mistura religião e política sem produzir o caos. Flordelis e Everaldo, vão com Deus!

— Fernando Haddad (@Haddad_Fernando) August 28, 2020

A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) também comentou a prisão do pastor e a operação realizada nesta sexta-feira (28) no Rio de Janeiro, que culminou no afastamento do governador Wilson Witzel (PSC) do cargo.

“O Brasil tem futuro! Quero ver todos que desviaram dinheiro destinado ao combate à pandemia presos! Não basta afastar do cargo. Precisa prender e manter presos! Todos”, escreve ela no Twitter.

Acreditem: o fato de os chefes de dois poderes no RJ serem alvos de operações, nesta manhã, é muito positivo! Tarda, mas não falha! Caia quem tiver que cair!

— Janaina Paschoal (@JanainaDoBrasil) August 28, 2020

Prisão de Everaldo

Everaldo foi preso nesta sexta-feira (28) na operação “Tris in Idem” da Polícia Federal, desdobramento da Operação Placebo, que investiga corrupção em contratos públicos do Executivo do Rio de Janeiro. A ação foi autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça), que também determinou o afastamento imediato de Witzel.

Ex-candidato à Presidência da República e ao Senado, o pastor da Assembleia de Deus sempre obteve números inexpressivos em eleições majoritárias, mas se destaca em articulações políticas —ao lançar Witzel como candidato em 2018, apostou em um outsider e na proposta de construir uma “nova política”.

Acusação contra Flordelis

Já deputada Flordelis foi denunciada na última segunda-feira (24) como mentora e mandante do assassinado do marido, o pastor Anderson do Carmo, morto em 2019. Outras dez pessoas foram acusadas – oito delas familiares da parlamentar – e sete pessoas foram presas.

Como tem foro privilegiado, a deputada não foi presa agora. Ela foi denunciada por cinco crimes: homicídio triplamente qualificado, homicídio tentado, associação criminosa, uso de documento ideologicamente falso e falsidade ideológica.