Do Mais Goiás

Flávio Canedo e Magda Mofatto são alvos de TCO por boca de urna em Caldas Novas

Eles compunham comboio de veículos em carreata na frente de colégio eleitoral na cidade., Polícia Militar foi acionada por populares

Flávio Canedo, marido da deputada federal Magda Mofatto, teve candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Ele foi condenado em 2ª instância pelo crime de tortura (Foto: reprodução/internet)
Flávio Canedo, marido da deputada federal Magda Mofatto, teve candidatura impugnada pela Justiça Eleitoral. Ele foi condenado em 2ª instância pelo crime de tortura (Foto: reprodução/internet)

O candidato à prefeitura de Caldas Novas Flávio Canedo (PL), sua mulher, a deputada federal Magda Mofatto e o vereador Rafael Morais foram flagrados enquanto faziam carreata em frente a local de votação, nas proximidades de campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG), no mencionado município. A boca de urna foi detectada pela Polícia Militar após acionamento por populares. O trio é alvo de Termo Circunstanciado de Ocorrência e responderá por crime eleitoral.

De acordo com a corporação, oito carros compunham o grupo. Pessoas eram vistas fazendo acenos a quem passava pelo local. Durante a abordagem, cinco veículos conseguiram evadir, mas três, onde estavam candidato, Magda e vereador foram parados e abordados.

O Mais Goiás tenta contato com as assessorias de Flávio Canedo e Rafael Morais. O portal aguarda também retorno da assessoria de comunicação de Magda Mofatto sobre o caso.

Tortura

Flávio Canedo teve a candidatura impugnada em outubro pelo Tribunal Regional Eleitoral de Goiás (TRE-GO). A Corte decidiu, na sexta-feira (13) que a decisão seria mantida, seguindo parecer do Ministério Público Eleitoral. Ainda cabe recurso, motivo pelo qual seu nome foi levado às urnas.

O argumento é de que o candidato é inelegível já que foi condenado em segunda instância, a cinco anos de reclusão, pelo crime de tortura. A condenação ocorreu em 2013 e foi confirmada pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO) em 2019. O candidato apresentou recurso em maio de 2020, o qual foi negado.