Situação precária

Fiscalização encontra menina de 12 anos recém-operada do coração vivendo em lixão de Pernambuco

Adolescente foi encaminhada para o hospital de Floresta, a 430 quilômetros de Recife, acompanhada de familiares; em vistoria prévia, a operação constatou que diversas famílias moravam no local e viviam da coleta de material reciclável


Estadao Conteúdo
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Do Estadao Conteúdo | Em: 22/07/2019 às 18:30:58

FPI/PE localiza famílias vivendo no lixão de Floresta. (Foto: Marcus Antonius/Acervo FPI/PE)
FPI/PE localiza famílias vivendo no lixão de Floresta. (Foto: Marcus Antonius/Acervo FPI/PE)

A equipe de Saneamento da Fiscalização Preventiva Integrada da Bacia do São Francisco em Pernambuco (FPI/PE) encontrou na quinta, 18, uma menina de 12 anos, que havia passado por uma cirurgia cardíaca no Recife, morando em um lixão em Floresta, município a cerca de 430 km da capital pernambucana. Em vistoria prévia, a operação constatou que diversas famílias viviam no local se sustentando da coleta de material reciclável.

A criança foi encaminhada para o hospital da cidade, acompanhada de familiares. A ação levou ainda o prefeito e secretários municipais de Floresta até o lixão ‘para cobrar uma solução para as condições degradantes em que vivem as pessoas’, indicou o site do Ministério Público de Pernambuco.

A operação foi realizada em cooperação com o Centro de Apoio Operacional às Promotorias de Justiça em defesa do Meio Ambiente do MP-PE.Durante a ação, a Fiscalização sugeriu que fosse realizado um levantamento das informações sobre as pessoas que foram encontradas morando dentro do lixão e que fossem tomadas medidas emergenciais para retirar as famílias do local.

A Fiscalização Preventiva Integrada do São Francisco é um programa continuado e permanente, que tem o objetivo de preservar os recursos hídricos da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, diagnosticando os danos ambientais. O programa tem atuação em cinco Estados – Bahia, Sergipe, Minas, Alagoas e Pernambuco – e conta com a participação de institutos, museus, ONGs, procuradorias e secretarias de estados.

Na visita desta quinta, o grupo destacou ainda que o poder público deveria auxiliar as famílias a formar cooperativas e assim desempenharem a atividade profissional de forma adequada, com o uso de equipamentos de segurança e inclusão na cadeia da coleta seletiva.

Segundo o Ministério Público, os gestores que participaram da visita se comprometeram a encaminhar equipes do Centro de Referência em Assistência Social (CRAS) e do Conselho Tutelar para avaliar a situação das famílias no local, em especial a das crianças.