Operação Conduta de Risco

Fiscal agropecuário e diretor financeiro de frigorífico são presos, em Goiânia

A PF não divulgou os nomes dos presos nem das empresas investigadas


Da Redação
Do Mais Goiás | Em: 02/12/2019 às 17:34:08

Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Um fiscal agropecuário e um diretor financeiro de um frigorífico foram presos em Goiânia, nesta segunda-feira (2). A Operação Conduta de Risco I e II foi deflagrada pela Polícia Federal (PF). Frigoríficos do interior de Goiás e de outros estados são investigados pagamentos indevidos a fiscais agropecuários e agentes sanitários que atuavam em Serviços de Inspeção Federais (SIFs).

A corporação não divulgou os nomes dos presos nem dos frigoríficos investigados. O delegado responsável pela operação é Júnio Alberto das Dores e está em diligências durante todo o dia, por isso, a princípio, não será realizada uma coletiva de imprensa para maiores informações. Segundo a PF, a operação busca provas para identificar os responsáveis das empresas ou representantes delas que praticavam os atos de corrupção ativa.

Uma fonte informou ao Mais Goiás que durante esta tarde a PF realizou busca e apreensão na casa de um dos executivos da empresa JBJ, no condomínio Aldeia do Vale, em Goiânia. A PF não confirmou a informação, contudo, vídeos e fotos (abaixo) mostram os agentes em frente à residência que seria do executivo.A nossa equipe tenta contato com a assessoria de imprensa da empresa citada.

Ao todo, são 21 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 11ª Vara Federal de Goiás. Além de Goiânia, eles serão cumpridos em Goianira, Mozarlândia e Santa Fé de Goiás. Outros estados também estão na lista: Minas Gerais (Uberlândia e Frutal), Mato Grosso do Sul (Ponta Porã) e Votuporanga (SP).

De acordo com a operação, fiscais agropecuários e agentes sanitários recebiam mensalmente vantagens indevidas pagas pelas empresas fiscalizadas. Eles desempenhavam função nos SIFs de frigoríficos de Mozarlândia e Santa Fé de Goiás.

Segundo a PF, os pagamentos eram feitos desde 2012 através de contas bancárias dos investigados ou de pessoas ligadas a eles. Um dos fiscais ainda teria recebido os pagamentos em dinheiro, dentro da sede do grupo econômico de um dos frigoríficos investigados.

*ERRATA: ANTERIORMENTE FOI DIVULGADO O NOME DA EMPRESA FRIBOI. A ASSESSORIA DE IMPRENSA NEGOU QUE A PF TENHA VISITADO A CASA DOS EXECUTIVOS E DISSE, AINDA, QUE ELES NÃO MORAM NO REFERIDO CONDOMÍNIO.

*Atualizada às 19h02min do dia 02/12/2019