Festival de cinema

Fica 2015 terá sete filmes goianos em mostra competitiva

Marcado para os dias 11 a 16 de agosto, na histórica cidade de Goiás, o Fica deste ano conta com 21 produções selecionadas para a Mostra Competitiva, dentre 327 inscritos; sendo 12 nacionais e sete goianos.





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A 17ª edição do Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica) lançada na manhã desta quinta-feira, dia 23, nos jardins das Jabuticabeiras, do Palácio das Esmeraldas, contará com um fato inédito, dentre as inúmeras novidades: a participação de sete filmes goianos selecionados para concorrer na Mostra Competitiva, que vai distribuir R$240 mil em premiações.

Marcado para os dias 11 a 16 de agosto, na histórica cidade de Goiás, o Fica deste ano conta com 21 produções selecionadas para a Mostra Competitiva, dentre 327 inscritos; sendo 12 nacionais e sete goianos. Durante todos os dias do festival, 28 bandas e artistas goianos vão subir ao palco para encerrar a noite com boa música. Inclusive a abertura será feita pela Orquestra Jovem de Goiás e o encerramento, pela Orquestra Filarmônica de Goiás.

Convidados de diversas áreas participam de encontros e debates, com destaque para o cineasta e jornalista Arnaldo Jabor; a psicanalista e jornalista Maria Rita Kehl; o antropólogo Vicente Carelli; o cineasta e presidente da Ancine, Manoel Rangel, dentre outras referências no cenário audiovisual brasileiro.

Para a secretária de Educação, Cultura e Esportes, Raquel Teixeira, o Festival chega a sua 17ª edição plenamente consolidado como um dos mais expressivos festivais cinematográficos ambientais de todo o mundo. “São 17 anos de investimento em uma visão de futuro, com inteligência e que preza pelos valores da cultura ambiental. O festival tem mostrado a cada ano a sua maturidade e o seu valor para os goianos, para os vilaboenses, e para os amantes de cinema de todo o mundo. Temos hoje no Brasil mais de 130 festivais de cinema, no entanto, nos orgulhamos de investir e acreditar na temática ambiental como foco de festivais desse porte”, alegou Raquel.

O governador Marconi Perillo recordou-se de quando foi procurado, há quase duas décadas, por Paulo Borges (à época secretário de Meio Ambiente) e pelo jornalista Luiz Gonzaga, para apresentarem a proposta do festival. “Estávamos empenhados em transformar a cidade de Goiás em um patrimônio histórico da Humanidade e o projeto do Fica caiu perfeitamente dentro dos nossos objetivos. Em um ano de recessão financeira, conseguimos com muita criatividade lançar o Fica, e importantes programas sociais que são precursores de demais iniciativas nas esferas federal e municipal, como o Renda Cidadã, o Bolsa Universitária, o Cheque Moradia, entre outros”, recordou Marconi.

O governador mencionou que nos 17 anos em que o festival é realizado, 13 edições foram em suas gestões. “Em 2006, foi um festival muito especial pois tivemos a presença de outros participantes de festivais internacionais. Naquele ano, o Fica foi considerado o Festival dos Festivais. Desde então, buscamos consagrar a cada edição a nossa versão de um festival ambiental”, declarou.

Segundo o superintendente executivo de Cultura, Aguinaldo Coelho, o festival deste ano busca um resgate perante os eventos cinematográficos com temática ambiental promovidos internacionalmente. “Desde as primeiras edições o Fica busca dialogar com outros festivais realizados ao redor do mundo, e que se preocupam em evidenciar os longas-metragens e documentários que levam a temática ambiental à grande tela”, declarou.

O secretário de Meio Ambiente, Vilmar Rocha, pontuou as ações que a Secima vai desenvolver durante todo o período do festival. Com foco na questão da formação e da educação ambiental, a Secima vai conduzir a segunda edição do Seminário de educação ambiental e cinema; o Circuito Tela Verde, que promove o debate com produtores de cinema e vídeos ambientais; a mostra Olhares do Fica, que vai selecionar fotos tiradas pelos participantes do evento para serem expostas durante a sua realização; e Oficinas de produção de documentário ambiental.

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